Bebês prematuros passam a receber proteção contra vírus respiratório em unidades de saúde de Manaus
Estratégia utiliza o anticorpo monoclonal Nirsevimabe para prevenir casos graves de bronquiolite e pneumonia em crianças vulneráveis.
- Foto: Divulgação
Resumo
Bebês prematuros em Manaus começaram a receber o anticorpo monoclonal Nirsevimabe para proteção contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). A estratégia de prevenção foi ampliada para unidades de saúde da capital e busca reduzir casos graves de bronquiolite e pneumonia em crianças vulneráveis.
Notícias de Manaus – Bebês prematuros nascidos com até 36 semanas e seis dias de gestação passaram a receber em Manaus uma nova estratégia de proteção contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), um dos principais causadores de infecções respiratórias graves em crianças pequenas. A medida utiliza o anticorpo monoclonal Nirsevimabe, indicado para reduzir o risco de complicações como bronquiolite e pneumonia.
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A aplicação do imunobiológico começou nas maternidades públicas da capital na última quinta-feira (5), com a imunização do primeiro bebê prematuro realizada na Maternidade Municipal Moura Tapajóz. A partir de segunda-feira (9), a estratégia foi ampliada para unidades de saúde da cidade.
Proteção para bebês mais vulneráveis
O Nirsevimabe é recomendado para bebês prematuros que nasceram a partir de setembro de 2025 e ainda não completaram seis meses de vida. O público-alvo inclui recém-nascidos com maior risco de desenvolver formas graves da infecção respiratória causada pelo VSR.
De acordo com especialistas da área de imunização, o vírus representa uma das principais causas de hospitalização infantil no mundo, especialmente entre crianças com sistema imunológico ainda em desenvolvimento.
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A estratégia de proteção busca reduzir a circulação do vírus e evitar agravamentos que podem levar à necessidade de internação hospitalar ou cuidados intensivos.
Como funciona o Nirsevimabe
Diferentemente das vacinas tradicionais, o Nirsevimabe não estimula o organismo a produzir anticorpos. Em vez disso, ele fornece anticorpos prontos que passam a atuar imediatamente no organismo do bebê.
Essa proteção imediata ajuda a impedir que o vírus cause infecções graves nas vias respiratórias.
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Segundo especialistas em saúde infantil, o Vírus Sincicial Respiratório pode evoluir rapidamente em bebês, provocando bronquiolite ou pneumonia. Em casos mais graves, a doença pode exigir tratamento em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).
Grupos que devem receber a proteção
Além dos prematuros, a estratégia também contempla crianças de até 23 meses de idade que apresentem comorbidades que aumentam o risco de complicações.
Entre as condições consideradas estão doenças cardíacas, pneumopatias crônicas graves, imunossupressão, doenças neurológicas crônicas, anomalias nas vias aéreas e síndrome de Down.
Nesses casos, os responsáveis precisam apresentar encaminhamento médico ou laudo que comprove a condição clínica da criança.
Onde receber o imunobiológico
Nas maternidades públicas, a aplicação está sendo feita nos bebês que ainda se encontram internados. Já nas unidades de saúde, o atendimento começou nesta semana para crianças que se enquadram nos critérios definidos.
Para receber a dose do anticorpo, pais ou responsáveis devem apresentar documento de identificação do bebê, caderneta de vacinação ou declaração de nascido vivo, documento que comprova a idade gestacional no momento do nascimento.
No caso de crianças com peso superior a cinco quilos que se enquadram nas indicações, o atendimento ocorre no Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (Crie), localizado no bairro Dom Pedro, zona Oeste da capital.
A orientação das autoridades de saúde é que pais e responsáveis procurem as unidades de atendimento o quanto antes para garantir a proteção das crianças contra o vírus respiratório.
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