Toffoli se declara suspeito e não participará de julgamento sobre prisão de Daniel Vorcaro
Ministro do STF alegou motivo de foro íntimo após menções ao seu nome surgirem em investigação da Polícia Federal envolvendo o banqueiro.

FOTO: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Resumo:
O ministro Dias Toffoli declarou suspeição para participar do julgamento sobre a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro no STF. A decisão ocorre após a Polícia Federal identificar menções ao magistrado em mensagens encontradas no celular do empresário.
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Notícias do Brasil – O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se suspeito para participar do julgamento que decidirá sobre a manutenção da prisão do banqueiro Daniel Vorcaro.
A análise do caso está prevista para ocorrer nesta sexta-feira (13), durante sessão virtual da Segunda Turma da Corte.
Na decisão, Toffoli afirmou que optou por se afastar do processo por motivo de foro íntimo, conforme prevê o Código de Processo Civil.
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Julgamento seguirá com outros ministros
Com a saída de Toffoli do processo, o julgamento sobre a prisão de Vorcaro deverá ser analisado pelos ministros André Mendonça, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Nunes Marques.
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A prisão do empresário foi determinada anteriormente por decisão do ministro André Mendonça.
Suspeição também vale para processo sobre CPI
Além do julgamento relacionado à prisão, Toffoli também informou que não participará da análise de um mandado de segurança que pede a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master.
Após a declaração de suspeição do ministro, o processo foi redistribuído e passou a ser relatado pelo ministro Cristiano Zanin.
Menções ao ministro foram encontradas em investigação
A decisão de Toffoli ocorre após a Polícia Federal identificar referências ao ministro em mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro.
O aparelho foi apreendido durante uma fase da Operação Compliance Zero, que investiga possíveis fraudes relacionadas ao Banco Master.
Relação com empreendimento investigado
Segundo as apurações, Toffoli é um dos sócios de um empreendimento turístico localizado no Paraná.
O local teria sido adquirido por um fundo de investimentos ligado ao Banco Master, fato que passou a ser analisado pela investigação conduzida pela Polícia Federal.
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