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SUS passa a adotar antibiótico para prevenir sífilis e clamídia

Portaria do Ministério da Saúde inclui antibiótico como profilaxia pós-exposição para reduzir casos de infecções sexualmente transmissíveis bacterianas.

12/03/2026 às 19:07 - Atualizado em 17/03/2026 às 07:19

Resumo


O Ministério da Saúde anunciou a ampliação do uso do antibiótico doxiciclina 100 mg no Sistema Único de Saúde (SUS). O medicamento passará a ser utilizado também como profilaxia pós-exposição para prevenir infecções sexualmente transmissíveis bacterianas, como sífilis e clamídia.

Notícias do Brasil – O Ministério da Saúde anunciou a ampliação do uso do antibiótico doxiciclina 100 mg no Sistema Único de Saúde (SUS). A partir de agora, o medicamento poderá ser utilizado não apenas para tratamento, mas também como medida preventiva após situações de exposição a infecções sexualmente transmissíveis (IST).

A decisão foi formalizada por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União, que estabelece a inclusão da doxiciclina como profilaxia pós-exposição para prevenir infecções bacterianas como sífilis e clamídia.

Com a mudança, o SUS passa a adotar uma nova estratégia no combate à disseminação dessas doenças, ampliando as ferramentas disponíveis para prevenção e controle das ISTs no país.

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Medicamento será usado após exposição ao risco

De acordo com o Ministério da Saúde, a doxiciclina 100 mg poderá ser utilizada em situações específicas após exposição ao risco de infecção. A estratégia é conhecida como profilaxia pós-exposição, que consiste na administração de medicamentos após um possível contato com o agente infeccioso.

O objetivo é reduzir a probabilidade de desenvolvimento da doença quando existe risco de transmissão.

A medida foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), órgão responsável por avaliar a inclusão de novos tratamentos, medicamentos e tecnologias no sistema público de saúde.

Após a publicação da portaria, as áreas técnicas do ministério terão prazo de até 180 dias para implementar a oferta do medicamento dentro da rede pública de saúde.

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Estratégia busca reduzir casos de sífilis

Entre as infecções que poderão ser prevenidas com a nova estratégia está a sífilis, doença causada pela bactéria Treponema pallidum. A infecção é considerada curável e exclusiva do ser humano, mas pode apresentar diferentes estágios clínicos e evoluir para complicações graves quando não tratada adequadamente.

A doença pode se manifestar em quatro fases principais: sífilis primária, secundária, latente e terciária. Cada estágio apresenta sintomas específicos e diferentes níveis de gravidade.

Segundo o Ministério da Saúde, a transmissão ocorre principalmente por meio de relações sexuais sem preservativo, incluindo sexo vaginal, anal ou oral, especialmente quando há contato com lesões causadas pela infecção.

Também pode ocorrer a chamada transmissão vertical, quando a infecção é passada da gestante para o bebê durante a gravidez ou no momento do parto.

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Clamídia também está entre as infecções prevenidas

Outra infecção contemplada pela nova estratégia é a clamídia, uma das ISTs bacterianas mais comuns no mundo.

A doença geralmente provoca infecções nos órgãos genitais, mas também pode afetar outras partes do corpo, como garganta e olhos. Homens e mulheres sexualmente ativos estão entre os grupos mais suscetíveis à infecção.

Assim como a sífilis, a clamídia é transmitida principalmente por meio de contato sexual desprotegido, seja vaginal, anal ou oral.

Também pode ocorrer transmissão da mãe para o bebê durante a gestação, conhecida como transmissão congênita.

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O Ministério da Saúde esclarece que a clamídia não é transmitida por transfusão de sangue, mas recomenda que pessoas diagnosticadas com a infecção informem os profissionais de saúde caso pretendam realizar doação.


Ampliação busca fortalecer prevenção no SUS

A inclusão da doxiciclina como profilaxia pós-exposição faz parte das estratégias adotadas pelo Ministério da Saúde para ampliar a prevenção e reduzir a incidência de infecções sexualmente transmissíveis no Brasil.

Além do tratamento adequado, especialistas destacam que medidas de prevenção continuam sendo fundamentais para controlar a disseminação das ISTs.

Entre as principais recomendações estão o uso de preservativos nas relações sexuais, a realização de exames periódicos e o acesso a informações sobre saúde sexual.

Com a nova portaria, o governo federal busca ampliar o acesso a ferramentas de prevenção dentro do SUS e fortalecer as políticas públicas voltadas à saúde sexual e reprodutiva da população.

Agência Brasil

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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