Tecnologia brasileira que detecta prematuridade em segundos será incorporada ao SUS
Dispositivo desenvolvido pela UFMG analisa a pele do bebê e fornece informações rápidas sobre idade gestacional e maturidade pulmonar.

Foto: reprodução / Chat gpt
Resumo
Uma tecnologia criada por pesquisadores brasileiros promete acelerar e facilitar o diagnóstico de prematuridade em recém-nascidos. O Ministério da Saúde autorizou a incorporação do PreemieTest ao SUS, um leitor óptico capaz de identificar em segundos a idade gestacional e a maturidade pulmonar do bebê por meio da análise da pele. O dispositivo deve ajudar equipes médicas a tomar decisões rápidas nas primeiras horas de vida, ampliando a capacidade de atendimento e reduzindo riscos para recém-nascidos prematuros.
Notícias do Brasil – Uma inovação desenvolvida por pesquisadores brasileiros promete transformar a forma como a prematuridade é identificada no país. O Ministério da Saúde oficializou a incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS) de um leitor óptico capaz de identificar, em poucos segundos, a idade gestacional e a maturidade pulmonar de recém-nascidos.
A tecnologia recebeu o nome de PreemieTest e foi desenvolvida por cientistas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A autorização foi publicada em portaria nesta quinta-feira (12), após avaliação e validação pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).
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Com a publicação da portaria, o Ministério da Saúde terá um prazo de até 180 dias para iniciar a distribuição dos primeiros dispositivos na rede pública de saúde.
Exame analisa a pele do recém-nascido
O funcionamento do exame é simples e rápido. Logo após o nascimento do bebê, profissionais de saúde posicionam uma pequena sonda no pé do recém-nascido.
O equipamento analisa propriedades da pele neonatal e, em poucos segundos, gera informações sobre a idade gestacional e o desenvolvimento pulmonar do bebê. O procedimento é considerado indolor e não utiliza radiação.
Com os dados fornecidos pelo dispositivo, as equipes médicas conseguem avaliar rapidamente a condição do recém-nascido e definir medidas importantes de cuidado.
Tecnologia ajuda decisões nas primeiras horas de vida
As informações obtidas pelo teste podem orientar decisões clínicas fundamentais, como a necessidade de suporte respiratório, internação em unidade de terapia intensiva neonatal ou encaminhamento imediato para hospitais com maior capacidade de atendimento.
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O equipamento também pode ser especialmente útil em situações em que a idade gestacional do bebê não é conhecida com precisão. Isso pode ocorrer quando não houve ultrassom no início da gestação ou quando a data da última menstruação da gestante não é conhecida ou considerada pouco confiável, situação comum em regiões mais afastadas dos grandes centros.
Prematuridade é desafio para o sistema de saúde
Dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos indicam que, entre 2024 e 2025, o Brasil registrou mais de 487 mil nascimentos prematuros. O número representa cerca de 12,3% do total de bebês nascidos vivos no período.
A identificação rápida desses casos é considerada fundamental para reduzir complicações e aumentar as chances de sobrevivência dos recém-nascidos.
Além de estimar a idade gestacional, o PreemieTest também pode indicar o risco de síndrome do desconforto respiratório e orientar a necessidade de ventilação assistida ou de internação em UTI neonatal.
Testes foram realizados em diferentes regiões do país
Antes de ser incorporado ao SUS, o dispositivo passou por avaliações em diferentes regiões brasileiras, incluindo territórios indígenas na Amazônia.
Os estudos foram realizados em parceria com a Secretaria Especial de Saúde Indígena e demonstraram que o equipamento pode ser utilizado em áreas de difícil acesso, além de apresentar boa aceitação entre profissionais de saúde.
O dispositivo foi desenvolvido com apoio do Ministério da Saúde por meio do Programa de Desenvolvimento do Complexo Industrial da Saúde, iniciativa voltada a transformar pesquisas científicas em soluções aplicadas às necessidades do sistema público de saúde.
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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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