CPMI do INSS mira Banco Master e tenta prorrogar investigações no STF
Com prazo para terminar em março, comissão busca ouvir banqueiros e analisar documentos sigilosos enquanto tenta estender os trabalhos.
- Foto: Agência Senado
Resumo
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no INSS passou a concentrar parte das apurações no caso envolvendo o Banco Master. Com o prazo de funcionamento perto do fim e sem garantia de prorrogação, parlamentares correm para ouvir testemunhas, analisar dados sigilosos e reunir informações para o relatório final.
Notícias do Brasil – A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) criada para investigar fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passou a direcionar parte de suas investigações para o caso envolvendo o Banco Master. A mudança ocorre em meio à incerteza sobre a prorrogação do prazo de funcionamento do colegiado no Congresso Nacional.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Leia mais: Daniel Vorcaro é levado à ala médica de presídio após se ferir na cela em Brasília
Entre as decisões recentes da comissão está a convocação de Fabiano Campos Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, e de Martha Graeff, ex-noiva do empresário. Ambos devem prestar esclarecimentos aos parlamentares sobre possíveis movimentações financeiras relacionadas às investigações.
Além das convocações, os integrantes da CPMI também tiveram acesso aos arquivos obtidos após a quebra de sigilo de Vorcaro. O material foi armazenado em uma sala-cofre instalada no Congresso Nacional, com acesso restrito, monitoramento por câmeras e proibição de entrada com celulares.
Tentativa de prorrogação
O foco ampliado da investigação ocorre enquanto o presidente da comissão, o senador Carlos Viana, tenta negociar apoio político para estender os trabalhos da CPMI por pelo menos mais 30 dias.
Nos bastidores do Congresso, porém, não há consenso entre as lideranças partidárias sobre a prorrogação. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ainda não se manifestou publicamente sobre o pedido.
Diante da falta de definição, integrantes da comissão decidiram recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). Na noite de sexta-feira (13), parlamentares protocolaram um mandado de segurança solicitando que o tribunal garanta a extensão do prazo de funcionamento da CPMI por até 120 dias.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
No documento enviado à Corte, os autores alegam que houve omissão da cúpula do Congresso ao não dar andamento ao requerimento que solicita a prorrogação da comissão.
Corrida contra o prazo
Caso a prorrogação não seja autorizada, o prazo final da CPMI está previsto para 28 de março. Como a data cai em um sábado, a expectativa é que os trabalhos sejam encerrados dois dias antes, em 26 de março.
O relator da comissão, o deputado federal Alfredo Gaspar, afirmou que a prioridade agora é ouvir dirigentes de instituições financeiras, além de testemunhas relacionadas ao caso, e aprofundar a análise de documentos já reunidos pela investigação.
Origem das investigações
A CPMI foi instalada para apurar um esquema que teria realizado descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. As cobranças eram feitas como mensalidades associativas sem autorização dos beneficiários.
As estimativas apontam que cerca de R$ 6,3 milhões podem ter sido desviados por meio dessas irregularidades.
Desde a criação da comissão, mais de 3 mil requerimentos foram apresentados e quase 2 mil documentos enviados para análise dos parlamentares.
O Banco Master passou a ser investigado após ter sido liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025, diante de suspeitas de irregularidades financeiras, incluindo a comercialização de créditos consignados vinculados a aposentadorias e pensões.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






