Vereador critica Grupo Atem por aumento no preço dos combustíveis e pede retorno da Petrobras à refinaria de Manaus
Zé Ricardo afirma que a população do Amazonas ficou à mercê do monopólio do Grupo Atem.
- Foto: reprodução
Resumo
O vereador Zé Ricardo (PT) criticou o aumento no preço dos combustíveis em Manaus e acusou o Grupo Atem de interromper o refino na Refinaria da Amazônia (REAM). Durante discurso na Câmara Municipal de Manaus, ele defendeu que a Petrobras retome o controle da refinaria e afirmou que a população estaria pagando mais caro por causa da importação de combustíveis.
Notícias de Manaus – O vereador Zé Ricardo (PT) criticou, nesta segunda-feira (16), o aumento no preço dos combustíveis em Manaus e no interior do Amazonas. Durante pronunciamento na Câmara Municipal de Manaus (CMM), o parlamentar questionou os reajustes recentes e defendeu a retomada pela Petrobras da Refinaria da Amazônia – REAM, comprada pelo Grupo Atem no governo Bolsonaro.
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Críticas aos reajustes
Durante a fala no plenário, o vereador afirmou que os aumentos registrados nos últimos dias preocupam e afetam diretamente o custo de vida da população.
Segundo ele, o preço da gasolina, que estava em torno de R$ 6,99, passou para cerca de R$ 7,29 em alguns postos da capital, chegando a valores ainda maiores em determinados locais.
“São reajustes sem uma explicação clara. Precisamos entender qual é a base econômica para esses aumentos”, afirmou.
O parlamentar também mencionou que em municípios do interior do estado os preços podem ultrapassar R$ 8 ou até R$ 9 por litro.
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Veja o vídeo:
Privatização da refinaria
Zé Ricardo também citou a privatização da refinaria de Manaus ocorrida em anos anteriores e afirmou que a mudança teria alterado a dinâmica de produção de combustíveis na região.
De acordo com o vereador, atualmente parte do combustível consumido no Amazonas é importado, o que pode influenciar na variação dos preços praticados no mercado.
Atualmente, o petróleo extraído da base de Urucu (oficialmente Unidade de Operações de Exploração e Produção do Amazonas – UO-AM) está sendo enviado para o sudeste do país para refino, enquanto a refinaria local permanece parcialmente inativa, funcionando apenas para formulação e mistura de combustíveis.
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“A refinaria de Manaus não faz mais o refino e o Sindipetro-AM já está denunciando isso há muito tempo desde quando foi privatizada a refinaria. A empresa (Grupo Atem) ao invés de pegar o petróleo produzido lá em Urucu, transformar em gasolina no diesel, nos combustíveis. Não, eles pararam de refinar, desempregaram trabalhadores e estão importando e praticando a paridade internacional , que muda todo dia e agora claro que com a guerra no Irã altera“, disse.
“Olha só a situação do povo de Manaus que ficou à mercê de um monopólio privado que importa e nós o povo vamos ficar pagando essa diferença. O Sindipetro-AM já apontou também que há interesse do Grupo Atem de se aproveitar do momento para ganhar mais, aumentar margem de lucro as custas da população”, completou.
Pedido para Petrobras voltar ao comando
Durante o pronunciamento, o parlamentar informou que pretende formalizar denúncias sobre os reajustes e encaminhar demandas para órgãos de defesa do consumidor.
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Ele também afirmou que irá apresentar indicação para que a Petrobras avalie a possibilidade de retomar o controle da refinaria no estado.
“Eu estou fazendo uma indicação para a própria Petrobras. Tá na hora de rever essa privatização, de retomar a refinaria para ser uma empresa pública que faça o refino aqui. Nós temos reserva de petróleo para isso e com isso segurar preços. Não há competição só há uma empresa que determina preços”, declarou.
Impacto para a população
O vereador destacou que o aumento dos combustíveis impacta diversos setores da economia e pesa especialmente no orçamento das famílias.
Segundo ele, o debate sobre o abastecimento energético na região Norte deve ser ampliado para buscar alternativas que garantam maior estabilidade nos preços.
“Isso afeta diretamente a vida das pessoas, principalmente das famílias de baixa renda”, concluiu.
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