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Mendonça proíbe CPMI do INSS de acessar dados de Daniel Vorcaro guardados em sala-cofre

Dados que estão no Senado devem ser devolvidos à Polícia Federal.

Por Natan AMPOST

16/03/2026 às 20:44 - Atualizado em 17/03/2026 às 06:55

Resumo


O ministro André Mendonça, do STF, proibiu a CPMI do INSS de acessar novos dados da quebra de sigilo do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A decisão ocorreu após o vazamento de conversas privadas do empresário e determinou que o material seja devolvido à Polícia Federal.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (16) que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não terá acesso a novos dados provenientes da quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

Notícias do Brasil – A decisão também estabelece que os equipamentos e arquivos atualmente armazenados em uma sala-cofre da CPMI no Senado Federal sejam devolvidos à Polícia Federal (PF). O material havia sido apreendido durante investigações e posteriormente compartilhado com a comissão parlamentar.

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A medida ocorre após o Supremo abrir um inquérito para investigar o vazamento de conversas privadas do empresário.


Vazamento de mensagens motivou investigação

O caso ganhou repercussão após mensagens íntimas trocadas entre Daniel Vorcaro e sua ex-namorada, a modelo Martha Graeff, serem divulgadas na imprensa e nas redes sociais.

As conversas teriam sido extraídas de celulares do banqueiro apreendidos pela Polícia Federal durante investigações relacionadas ao caso.

Diante da divulgação do conteúdo, o ministro André Mendonça determinou a abertura de um inquérito para apurar quem foi responsável pelo vazamento das informações.

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Segundo o ministro, o compartilhamento dos dados com a CPMI não autoriza a divulgação pública de informações que façam parte da vida privada do investigado.


Material ficará restrito e sob análise da Polícia Federal

Na decisão, Mendonça determinou que, a partir de agora, ninguém terá acesso ao material armazenado na sala-cofre da CPMI até que seja realizada uma nova análise dos dados.

O ministro também determinou que qualquer seleção de conteúdo relevante para as investigações seja feita exclusivamente pela Polícia Federal.

“A Polícia Federal deverá, em colaboração interinstitucional com a presidência da CPMI-INSS, retirar todos os equipamentos que estão armazenados no referido local para realizar uma nova e detida separação dos dados existentes”, afirmou Mendonça na decisão.

Além disso, o magistrado reforçou que a comissão parlamentar não poderá acessar conteúdos relacionados à vida privada de Vorcaro.


Mudança na relatoria do caso no STF

O processo envolvendo o Banco Master passou recentemente por mudança na relatoria dentro do Supremo Tribunal Federal.

No mês passado, André Mendonça assumiu a condução do inquérito após o ministro Dias Toffoli deixar o caso.

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Uma das primeiras decisões do novo relator foi autorizar novamente que a CPMI do INSS tivesse acesso aos dados da quebra de sigilo de Daniel Vorcaro. A liberação havia sido anteriormente barrada por Toffoli.

No entanto, após o vazamento das mensagens privadas, o ministro decidiu rever o acesso às informações e reforçar o controle sobre os dados.


Debate sobre sigilo e uso de informações em investigações

A decisão reacende o debate sobre os limites do compartilhamento de dados sigilosos em investigações conduzidas por comissões parlamentares.

Embora CPIs e CPMIs possuam poderes de investigação semelhantes aos das autoridades judiciais, especialistas apontam que o uso e a divulgação de informações sensíveis devem seguir critérios legais e preservar direitos individuais, especialmente quando envolvem aspectos da vida privada.

Com a nova determinação do STF, o material relacionado ao caso permanecerá sob responsabilidade da Polícia Federal até que seja realizada uma triagem detalhada dos dados que podem ou não ser utilizados nas investigações.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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