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Saúde

Roer as unhas pode causar perda de dedos e infecções graves

O que parece uma mania inofensiva esconde riscos de osteomielite e exige intervenções cirúrgicas em casos de evolução bacteriana.

Por michael

17/03/2026 às 02:37 - Atualizado em 17/03/2026 às 06:51

Close de pessoa roendo as unhas destacando os riscos de infecções graves e problemas de saúde
Hábito de roer as unhas pode levar a infecções graves e amputação do dedo

Resumo

O hábito de roer as unhas pode evoluir para quadros clínicos graves, como a osteomielite, que coloca em risco a integridade dos dedos. A transferência de bactérias da boca para o leito ungueal rompe barreiras de proteção, podendo exigir cirurgias de raspagem óssea ou até amputações em casos de negligência aos primeiros sintomas inflamatórios.

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O perigo invisível na ponta dos dedos

Uma mania frequentemente vista como apenas estética ou nervosa esconde um potencial destrutivo para a anatomia das mãos. Roer as unhas não é apenas um vício de linguagem corporal; é uma porta aberta para microrganismos agressivos. Segundo o Dr. Jefferson Braga Silva, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão, a boca humana é um reservatório denso de bactérias que, ao entrarem em contato com a pele lesionada do dedo, iniciam processos infecciosos rápidos.

A agressão constante rompe a cutícula e o hiponíquio, que funcionam como selos naturais contra invasores. Sem essa proteção, a infecção pode migrar da superfície para as camadas mais profundas. Pela proximidade entre a pele e o osso na extremidade dos dedos, o risco de uma osteomielite — inflamação do tecido ósseo — torna-se uma ameaça real e de difícil controle farmacológico.

Do unheiro à mesa de cirurgia

O tratamento para infecções ósseas nas falanges é complexo. Antibióticos convencionais possuem baixa penetração no tecido ósseo, o que obriga médicos a realizarem procedimentos invasivos, como a curetagem, para remover as partes contaminadas. “Eu gostaria que as pessoas procurassem o cirurgião de mão antes de fugir do controle”, alerta o especialista Silva, enfatizando que dor, calor e vermelhidão local devem ser tratados como urgência médica imediata.

Um caso que ganhou repercussão internacional ilustra a velocidade dessa degradação. A jovem Gabby Swierzewski, que mantinha o hábito desde a infância, viu um simples quadro de paroníquia — o popular unheiro — transformar-se em uma emergência em poucos dias. Em fevereiro, o dedo de Gabby atingiu um estado crítico de inchaço e coloração arroxeada, exigindo múltiplas drenagens e uma cirurgia de urgência para salvar o membro e evitar a amputação.

Sequelas permanentes e conscientização

Além do risco de perda do dedo, a matriz da unha pode sofrer danos irreparáveis. Se a infecção atingir a base de crescimento, a unha pode parar de nascer definitivamente. A experiência de Swierzewski, que só foi considerada fora de perigo semanas após a intervenção, serve de alerta sobre a gravidade de uma prática subestimada por grande parte da população.

A interrupção do hábito e a busca por auxílio especializado aos primeiros sinais de inflamação são as únicas formas de evitar intervenções drásticas. Especialistas reforçam que a prevenção começa na conscientização de que a boca e as mãos formam um circuito perigoso para a saúde quando as barreiras naturais da pele são violadas sistematicamente.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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Gretchen Stipp

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