Brasil atinge vice-liderança mundial em buscas por Ozempic e Mounjaro
Procura recorde pelas ‘canetas emagrecedoras’ no Google desperta alerta de especialistas sobre riscos de desnutrição e perda muscular.

Resumo
O Brasil ocupa o segundo lugar global em interesse por Ozempic e Mounjaro, refletindo uma alta procura por perda de peso rápida. No entanto, a redução drástica do apetite pode causar deficiências nutricionais graves, perda muscular e o ‘rosto de Ozempic’, exigindo acompanhamento médico rigoroso e estratégias de suplementação para preservar a saúde metabólica.
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O Brasil consolidou-se como o segundo país do mundo que mais realiza buscas no Google pelos fármacos Ozempic e Mounjaro. O dado, extraído de um levantamento da plataforma Conexa Saúde com base em estatísticas de julho de 2025, revela o impacto cultural e clínico das chamadas “canetas emagrecedoras” no território nacional. Embora desenvolvidas originalmente para tratar diabetes tipo 2 e obesidade crônica, essas substâncias tornaram-se ferramentas populares para o emagrecimento estético acelerado.
Riscos nutricionais e o fenômeno ‘rosto de Ozempic’
O mecanismo de ação desses medicamentos provoca uma saciedade prolongada e redução severa do apetite. Se por um lado isso facilita a perda de peso, por outro, cria um vácuo nutricional perigoso. Especialistas observam que a ingestão insuficiente de calorias e nutrientes essenciais tem gerado efeitos colaterais visíveis, como flacidez acentuada, queda de cabelo, fadiga crônica e a perda de volume adiposo na face — efeito apelidado nas redes sociais de “rosto de Ozempic”.
Sandra Regina Garcia, nutricionista da Soldiers Nutrition, adverte que o emagrecimento sem planejamento pode sacrificar a massa muscular. De acordo com a especialista, muitas pessoas deixam de consumir o mínimo necessário para o funcionamento do organismo, o que exige uma reestruturação da dieta e, frequentemente, o uso estratégico de suplementos para compensar a baixa ingestão alimentar.
Estratégias de suplementação e suporte metabólico
Para mitigar os danos à estrutura corporal, a suplementação surge como um aliado necessário quando avaliada por profissionais. A creatina, por exemplo, é recomendada para preservar a força e a massa magra durante períodos de déficit calórico. Da mesma forma, o whey protein auxilia na manutenção das proteínas, combatendo a flacidez facial e corporal que acompanha a perda de peso súbita.
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Outros componentes essenciais incluem o ômega-3, focado no controle inflamatório e saúde cardiovascular, e a coenzima Q10, que atua na produção de energia celular para combater a indisposição. Multivitamínicos também entram no protocolo para suprir carências de vitaminas e minerais que a alimentação reduzida não consegue fornecer, prevenindo a baixa imunidade e alterações de humor.
Cuidados e contraindicações no tratamento
A segurança do paciente deve ser a prioridade, visto que nem todos os suplementos são compatíveis com o uso de Ozempic ou Mounjaro. Produtos termogênicos e estimulantes devem ser evitados, pois podem potencializar efeitos colaterais como taquicardia, náuseas e ansiedade. Além disso, as vitaminas lipossolúveis (A e D) exigem monitoramento rigoroso para evitar sobrecarga no organismo devido às mudanças na absorção de gorduras.
Sintomas gastrointestinais, como vômitos e tonturas, são comuns nas primeiras semanas de uso, mas o maior risco reside na ausência de orientação médica. Sem a mudança sustentável de hábitos, o paciente enfrenta uma alta probabilidade de recuperar o peso perdido após interromper o medicamento. O acompanhamento profissional é, portanto, o único caminho para garantir que a redução de medidas não resulte em um comprometimento severo da saúde a longo prazo.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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