Maria do Carmo critica “velha política” e cita Cidade Universitária como mau uso do dinheiro público no Amazonas
Ao citar a Cidade Universitária, pré-candidata faz crítica indireta a Omar Aziz.
- Foto: Divulgação
Resumo
Pré-candidata ao Governo do Amazonas, Professora Maria do Carmo critica gestões anteriores, cita obra da Cidade Universitária e defende mudança com foco em gestão, infraestrutura e eficiência.
Notícias de política – A pré-candidata ao Governo do Amazonas, Professora Maria do Carmo (PL), afirmou nesta terça-feira (17), durante entrevista em uma emissora de rádio local, que representa uma ruptura com modelos anteriores de gestão. Em tom crítico, ela declarou que não deseja repetir a “experiência” de antigos governos e usou obras inacabadas, como a Cidade Universitária, para reforçar sua posição — em uma fala interpretada como indireta ao também pré-candidato Omar Aziz (PSD).
“Experiência deles eu não quero”
Logo no início da entrevista, Maria do Carmo adotou um discurso direto ao criticar a trajetória de políticos tradicionais no estado.
“A experiência que eles dizem que têm, eu não quero”, afirmou.
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A pré-candidata foi além e associou essa “experiência” a problemas históricos da administração pública no Amazonas, como obras inacabadas e falhas na aplicação de recursos.
Cidade Universitária vira símbolo de crítica
O ponto mais incisivo da entrevista veio quando Maria do Carmo citou diretamente a obra da Cidade Universitária, frequentemente alvo de questionamentos.
“Experiência em obras inacabadas, como a Cidade Universitária, que só serve para mostrar o que é o mau uso do dinheiro público. Tudo isso só prova que não temos gestões capazes”, disparou.
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A declaração foi interpretada como uma crítica indireta a adversários políticos com histórico de gestão no estado, incluindo nomes já consolidados na política amazonense.
A Cidade Universitária da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) foi um projeto lançado em julho de 2012 pelo então governador Omar Aziz (PSD). Localizado no município de Iranduba, visava criar um campus moderno para estudantes, no entanto, as obras estão abandonadas há anos e gastou milhões dos cofres públicos.
Gestão como principal problema
Para a pré-candidata, os principais desafios enfrentados pelo Amazonas têm origem na falta de gestão eficiente. Ela defendeu que soluções passam menos por ideologia e mais por planejamento e execução.
Com mais de 30 anos de atuação na iniciativa privada, Maria do Carmo afirmou que pretende levar práticas do setor empresarial para a administração pública.
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“É trabalho, planejamento e transparência. A gente pode — e deve — aplicar as boas práticas da iniciativa privada na vida pública”, disse.
Ela também destacou a necessidade de responsabilidade no uso de recursos públicos. “O que falta é respeito com o dinheiro que vem do bolso do contribuinte”, completou.
Discurso contra polarização
Durante a entrevista, Maria do Carmo também procurou se posicionar fora da polarização ideológica, defendendo que problemas estruturais do estado não têm viés político.
“Problemas não têm lado. A falta de água potável no interior do Amazonas, por exemplo, não é de direita nem de esquerda. O que a população espera é solução”, afirmou.
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A fala reforça uma tentativa de ampliar o alcance do discurso para além de bases partidárias tradicionais.
Infraestrutura entra no centro das propostas
Entre as prioridades apresentadas, a pré-candidata destacou a recuperação de estradas e ramais como eixo central de seu plano de governo.
Ela propôs a reativação do Departamento de Estradas e Rodagem como medida para enfrentar gargalos logísticos históricos no estado.
“Essa é uma demanda geral dos produtores rurais, que muitas vezes perdem sua produção porque não têm como escoar”, explicou.
Rodovias como a AM-364 (ramal de Manicoré), AM-454 (Anori-Codajás) e AM-352 (Novo Airão à AM-070) foram citadas como pontos críticos já mapeados por sua equipe.
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