Justiça do Amazonas obriga Claro a detalhar melhorias no serviço de internet e celular em Ipixuna sob pena de multa
Liminar determina prazo e prevê multa diária em caso de descumprimento.
- Foto: AM POST
Resumo
A Justiça determinou que a Claro apresente, em até 60 dias, um plano técnico para melhorar os serviços de telefonia e internet em Ipixuna, após ação do MPAM que apontou falhas graves e prejuízos à população.
Notícias do Amazonas – A operadora Claro S.A. foi obrigada pela Justiça a apresentar um plano detalhado de melhorias nos serviços de telefonia e internet móvel no município de Ipixuna, após decisão favorável ao Ministério Público do Estado do Amazonas. A medida atende a uma ação civil pública que aponta falhas recorrentes na prestação do serviço.
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Decisão judicial estabelece prazo e multa
A liminar foi concedida pelo Juízo da Vara Única de Ipixuna e estabelece o prazo de 60 dias para que a empresa apresente um plano técnico com cronograma de ações e metas para garantir a qualidade do serviço.
Além disso, a decisão prevê multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento.
Quedas de energia agravam problema
Um dos principais pontos da ação envolve as constantes interrupções de sinal durante quedas de energia no município. A Justiça determinou que a operadora comprove, dentro do mesmo prazo, a capacidade e a autonomia de seus sistemas de energia de reserva.
A empresa deverá apresentar documentação técnica que comprove o funcionamento adequado de equipamentos como baterias e nobreaks que sustentam as estações rádio base.
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Inversão do ônus da prova
Outro ponto relevante da decisão foi a inversão do ônus da prova, reconhecendo a vulnerabilidade dos consumidores diante da concessionária. Com isso, caberá à própria Claro demonstrar, por meio de laudos técnicos, que presta um serviço adequado.
O promotor de Justiça José Ricardo Moraes da Silva destacou a importância da medida:
“O deferimento da liminar e, especialmente, a inversão do ônus da prova demonstram que a Justiça acolheu nossa tese de que a operadora não pode deixar a população incomunicável a cada oscilação de energia. Agora, a empresa terá que vir a juízo provar tecnicamente o que se negou a demonstrar na fase administrativa”.
Serviço considerado “péssimo”
A ação foi motivada por relatórios da Agência Nacional de Telecomunicações, que classificaram a qualidade do serviço da operadora na região como nível “E”, considerado péssimo.
Segundo os dados, houve quase 70% de perda de pacotes de dados, comprometendo atividades básicas como uso de aplicativos de mensagens, transações bancárias e até serviços de saúde.
Impacto direto na população
Com a decisão, o MPAM busca garantir o direito à comunicação da população de Ipixuna, que enfrenta dificuldades constantes para acessar serviços essenciais devido à instabilidade da rede.
A expectativa é que, com a obrigação judicial, a operadora implemente melhorias efetivas e assegure maior estabilidade no fornecimento de telefonia e internet no município.
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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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