CCJ do Senado adia PEC que extingue aposentadoria compulsória de magistrados após pedido de vista de Moro
Proposta atinge militares, magistrados e membros do Ministério Público e será debatida em audiência pública.
- Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Resumo
Pedido de vista adia análise de PEC que acaba com aposentadoria compulsória como punição no Senado. Proposta será debatida em audiência pública antes de nova votação.
Notícias do Brasil – Um pedido de vista do senador Sergio Moro (União Brasil-PR) adiou, nesta quarta-feira (18), a análise da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da aposentadoria compulsória como forma de punição para militares, magistrados e integrantes do Ministério Público. A matéria estava na pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, mas acabou sendo postergada após solicitação de mais tempo para avaliação do texto.
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A proposta, considerada sensível por envolver mudanças nas penalidades aplicadas a agentes públicos, deve voltar à pauta apenas no início de abril.
A análise do texto ocorreu na sequência da decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), no mesmo sentido.
Relatório favorável e adiamento da votação
Durante a sessão, a senadora Eliziane Gama (PSD-MA) apresentou parecer favorável à PEC, defendendo alterações no modelo atual de punição disciplinar. No entanto, logo após a leitura do relatório, parlamentares solicitaram vista do texto, o que suspendeu a votação.
O pedido de vista é um instrumento regimental que permite aos senadores mais tempo para analisar propostas antes de deliberar, especialmente em matérias de maior impacto.
Audiência pública vai debater proposta
Além do adiamento, os senadores aprovaram a realização de uma audiência pública para discutir a PEC. O debate foi marcado para o dia 1º de abril e deve reunir especialistas, representantes de instituições e autoridades para aprofundar a análise do tema.
Leia mais: Decisão de Flávio Dino afeta cinco magistrados do TJAM punidos com aposentadoria compulsória
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Com isso, a expectativa é que o texto retorne à pauta da CCJ no dia 8 de abril, já com possíveis ajustes após as discussões.
PEC muda modelo de punição disciplinar
A proposta foi apresentada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, ainda quando ocupava o cargo de senador, em 2024. O objetivo é alterar o sistema de sanções aplicadas a agentes públicos que cometem infrações disciplinares.
Atualmente, a aposentadoria compulsória é uma das penalidades previstas, permitindo que o servidor deixe o cargo, mas continue recebendo remuneração proporcional. A PEC busca extinguir esse tipo de punição.
Decisão recente reforça mudança de entendimento
Na última segunda-feira (16), uma decisão recente determinou que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) passe a aplicar a perda do cargo, acompanhada da perda de remuneração, como a penalidade máxima para magistrados em casos de irregularidades.
A medida reforça a tendência de endurecimento das punições e se alinha à proposta em análise no Senado.
Próximos passos
Com o adiamento, o tema deve seguir em debate nas próximas semanas. A expectativa é que a audiência pública contribua para esclarecer pontos da proposta e orientar a decisão dos parlamentares.
A PEC ainda precisa avançar em outras etapas no Congresso antes de eventual promulgação.
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