No documento, Gonet destacou que o estado de saúde de Bolsonaro exige atenção constante, o que, segundo ele, seria mais adequado de ser garantido fora do sistema prisional.
Saúde do ex-presidente foi determinante
De acordo com o parecer, a condição clínica de Jair Bolsonaro demanda acompanhamento contínuo, algo que, na avaliação do procurador-geral, não pode ser plenamente assegurado no ambiente prisional.
Gonet ressaltou ainda que é responsabilidade do poder público garantir a integridade física e moral de pessoas sob sua custódia. Nesse sentido, afirmou que o ambiente familiar seria mais apropriado para assegurar os cuidados necessários ao ex-presidente.
O procurador também mencionou a necessidade de monitoramento em tempo integral do quadro de saúde, reforçando o argumento para a concessão da prisão domiciliar.
Pedido será analisado pelo STF
Apesar do posicionamento favorável, o parecer não tem caráter decisório. A análise final caberá ao Supremo Tribunal Federal, que avaliará o pedido da defesa.
Gonet pontuou que a eventual concessão da prisão domiciliar não impede reavaliações periódicas do estado de saúde, nem dispensa a adoção de medidas de segurança para garantir o cumprimento da pena.
Leia também: Preço da gasolina dispara novamente em Manaus e chega a R$ 7,59
Bolsonaro segue internado em Brasília
Jair Bolsonaro está internado desde o dia 13 de março no Hospital DF Star, em Brasília, com diagnóstico de broncopneumonia. O ministro Alexandre de Moraes solicitou o parecer da Procuradoria-Geral da República após pedido da defesa do ex-presidente.
Além disso, Moraes também determinou a análise de um relatório médico encaminhado pelo hospital, que segue sob sigilo.
Defesa busca mudança no regime de cumprimento da pena
Os advogados do ex-presidente pediram a reconsideração de uma decisão anterior, datada de 4 de março e já referendada pela Primeira Turma do STF.
Segundo informações médicas, Bolsonaro apresentou melhora no quadro de saúde, mas ainda precisa permanecer internado. A equipe médica defende que ele deixe a unidade prisional onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses e passe a cumprir a pena em regime domiciliar.
Também foi registrado que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reuniu com o ministro Alexandre de Moraes para tratar do tema.