Diante da interrupção, a juíza Elizabeth Louro decidiu suspender a sessão e remarcou o julgamento para o dia 25 de maio.
Decisão garante soltura de Monique
Com o adiamento, a magistrada determinou o relaxamento da prisão de Monique Medeiros, entendendo que a manutenção da detenção configuraria “constrangimento ilegal”, já que o adiamento não foi causado pela defesa da ré.
No plenário, Monique reagiu com emoção: chorou, abraçou advogados, fez o sinal da cruz e levantou as mãos. Familiares também comemoraram a decisão.
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A advogada da ré afirmou que a soltura representa uma “primeira vitória” e destacou que a cliente ainda poderia deixar o presídio após a expedição do alvará.
Reação de familiares da vítima
Em contraste, Leniel Borel, pai do menino, reagiu com indignação e emoção. Ele chorou ao comentar o adiamento e classificou o episódio como um desrespeito à memória do filho.
Leniel criticou tanto a saída dos advogados do plenário quanto a soltura de Monique, afirmando que a situação representa um novo sofrimento para a família.
Defesa de Jairinho e implicações
O ex-vereador Dr. Jairinho teve a prisão mantida e chegou a abraçar sua advogada após o anúncio do adiamento — medida que já vinha sendo defendida por sua equipe.
Segundo a juíza Elizabeth Louro, a conduta da defesa indicou uma estratégia “premeditada”, sendo classificada como uma interrupção indevida do processo.
A magistrada determinou ainda que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) apure possíveis infrações ético-disciplinares dos advogados envolvidos e solicitou ao tribunal avaliação dos custos gerados com a sessão interrompida.
Entenda o caso
Henry Borel morreu em 8 de março de 2021, no Rio de Janeiro, após dar entrada em um hospital já sem vida e com sinais de agressões.
Dr. Jairinho responde por homicídio qualificado, tortura e coação. Já Monique Medeiros é acusada de homicídio por omissão qualificado, além de tortura e coação.
As acusações têm como agravante o fato de o crime ter ocorrido em ambiente familiar e contra uma criança menor de 14 anos. Em caso de condenação, as penas podem ultrapassar 50 anos de prisão.
Novo julgamento já tem data
A juíza advertiu que, em caso de nova tentativa de interrupção, o julgamento poderá prosseguir mesmo sem a presença dos advogados constituídos, com a atuação de um defensor público para garantir a continuidade do júri.
A retomada do julgamento está prevista para o dia 25 de maio.