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Cassação de Cláudio Castro pressiona TSE a julgar Denarium, que já foi cassado quatro vezes em Roraima

Governador de Roraima já foi cassado quatro vezes pelo TRE, mas processo segue parado há dois anos no tribunal superior.

Por Natan AMPOST

25/03/2026 às 21:13 - Atualizado em 26/03/2026 às 06:29

 

Resumo 


Cassação de Cláudio Castro aumenta pressão sobre o TSE para julgar caso de Antonio Denarium, governador de Roraima já cassado quatro vezes pelo TRE.

Notícias do Brasil – A recente decisão que tornou inelegível o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, elevou a pressão sobre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para avançar no julgamento de outro caso sensível: o do governador de Roraima, Antonio Denarium.

O processo envolvendo Denarium está parado há cerca de dois anos na Corte, mesmo após sucessivas decisões pela cassação em instâncias inferiores. Nos bastidores, ministros defendem que a presidente do tribunal, Cármen Lúcia, adote o mesmo ritmo aplicado no caso de Castro, que teve tramitação acelerada.

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A avaliação interna é de que a demora compromete a uniformidade das decisões e levanta questionamentos sobre critérios adotados pelo tribunal.


Denarium já foi cassado quatro vezes

Diferentemente do caso fluminense, o cenário em Roraima é ainda mais contundente. Antonio Denarium e seu vice, Edilson Damião, já foram cassados quatro vezes pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR).

As decisões apontam abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2022, com uso indevido da máquina pública para obtenção de vantagem eleitoral.

Apesar disso, ambos permanecem nos cargos porque os recursos ainda aguardam julgamento definitivo no TSE.


Votos já indicam tendência de cassação

O processo já conta com votos importantes no tribunal superior. Os ministros Isabel Gallotti e André Mendonça se posicionaram a favor da cassação e inelegibilidade de Denarium e seu vice.

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Leia mais: Mendonça vota pela cassação do governador de Roraima Antonio Denarium; julgamento é suspenso

O julgamento, no entanto, foi interrompido após pedido de vista do ministro Nunes Marques, que devolveu o processo em fevereiro deste ano.

Desde então, cabe à presidente do TSE incluir o caso na pauta — o que ainda não ocorreu.


Pressão política e social aumenta

A cobrança por celeridade não vem apenas de dentro do Judiciário. A coligação autora da ação, “Roraima Muito Melhor”, protocolou pedido para que o processo seja pautado com urgência.

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Além disso, o líder indígena Davi Kopenawa enviou carta ao TSE alertando que a demora no julgamento contribui para o agravamento da crise humanitária na Terra Yanomami.

O argumento reforça o impacto político e social da indefinição judicial, ampliando o peso do caso para além da esfera eleitoral.


Renúncia antecipada não encerra o caso

Em meio à indefinição, Antonio Denarium antecipou sua renúncia ao cargo para o dia 27 de março, dentro da estratégia de disputar uma vaga no Senado.

Com isso, Edilson Damião assume o governo de forma definitiva.

No entanto, especialistas apontam que a eventual saída do cargo não impede o TSE de confirmar a cassação e declarar a inelegibilidade, como ocorreu no caso de Cláudio Castro.

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Uso de programas sociais está no centro da ação

As condenações no TRE-RR indicam que Denarium utilizou programas sociais como “Cesta da Família” e “Morar Melhor” com finalidade eleitoral.

Segundo as decisões, houve distribuição de benefícios em período vedado pela legislação, configurando abuso de poder político e econômico.

Esse tipo de prática é considerado grave pela Justiça Eleitoral, pois compromete a igualdade de condições entre candidatos.


Caso Denarium expõe desafio do TSE

O impasse envolvendo Antonio Denarium coloca o Tribunal Superior Eleitoral diante de um teste de coerência e agilidade.

Enquanto decisões recentes demonstram maior rapidez em julgamentos, a demora no caso de Roraima evidencia a dificuldade histórica do sistema em dar respostas no tempo político adequado.

No fim, o relógio corre mais rápido que o processo — e, na política, isso costuma decidir mais do que qualquer sentença.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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