MPAM desmente proibição e diz que delegado do caso Benício não foi impedido de dar entrevistas
Órgão afirma que não houve determinação, apenas recomendação para evitar manifestações públicas durante fase final da investigação.
- Foto: Mauro Neto/Secom
Resumo
O MPAM esclareceu que não proibiu o delegado do caso Benício de conceder entrevistas, mas apenas recomendou cautela para preservar a investigação, que segue em sigilo e fase final.
Notícias do Amazonas – O Ministério Público do Estado do Amazonas divulgou nota oficial após repercussão de informações de que o delegado responsável pelo caso Benício, Marcelo Martins, estaria proibido de conceder entrevistas sobre a investigação em Manaus.
Segundo o órgão, a informação não procede. O MPAM afirmou que não houve qualquer determinação formal impedindo a autoridade policial de se manifestar publicamente.
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Investigação segue sob sigilo
De acordo com a 15ª Promotoria de Justiça de Manaus, o procedimento tramita sob sigilo por decisão judicial, o que limita a divulgação de detalhes à imprensa e ao público.
Por esse motivo, as informações fornecidas pelo Ministério Público seguem critérios legais e não podem comprometer o andamento das apurações.
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Orientação, não proibição
Na nota, o MPAM reforçou que o promotor responsável pelo caso apenas solicitou — e não determinou — que o delegado evitasse conceder entrevistas neste momento.
A recomendação tem caráter cautelar e busca preservar a condução da investigação, especialmente porque o inquérito está em fase final.
O órgão destacou que a medida não tem efeito obrigatório e não configura qualquer tipo de restrição formal à atuação do delegado.
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Motivo da recomendação
Ainda segundo o Ministério Público, a orientação foi feita diante de pedidos recorrentes da defesa para o afastamento do delegado do caso.
Nesse contexto, a intenção é evitar situações que possam gerar questionamentos sobre a imparcialidade ou a condução da investigação.
O entendimento do MPAM é de que o delegado deve permanecer à frente do caso até sua conclusão, garantindo continuidade e estabilidade nas apurações.
Prazo ampliado para conclusão
Além do esclarecimento, o Ministério Público informou que houve apenas a dilação do prazo para a conclusão do inquérito policial.
A extensão do prazo leva em consideração que a investigação está em estágio avançado e demanda finalização cuidadosa antes do envio das conclusões.
Caso segue em fase final
Com o inquérito em etapa final, o MPAM reforçou que todas as medidas adotadas visam assegurar o andamento regular do processo e evitar interferências externas.
O órgão reiterou que a recomendação ao delegado não possui caráter impositivo, sendo apenas uma medida preventiva para garantir a lisura da investigação.
Na prática, o recado é claro: menos fala pública agora para evitar dor de cabeça jurídica depois.
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