Lindbergh xinga relator da CPMI do INSS e clima esquenta entre parlamentares: “Estuprador”
Sessão foi interrompida após bate-boca entre parlamentares; caso pode ser levado ao Conselho de Ética.
- Foto: Reprodução
Resumo
A leitura do relatório da CPMI do INSS foi marcada por troca de ofensas entre parlamentares, incluindo acusações graves. O caso pode ser analisado pelo Conselho de Ética.
Notícias do Brasil – A sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS foi marcada por tumulto nesta sexta-feira (27), após uma discussão acalorada entre parlamentares interromper a leitura do relatório final. O relator, o deputado federal Alfredo Gaspar, iniciou a apresentação do documento com a leitura de uma poesia mas foi xingado pelo deputado Lindbergh Farias (PT).
Acusações e troca de ofensas
Durante a leitura, Lindbergh Farias interrompeu a fala e criticou o momento, classificando a apresentação como um “circo”.
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A discussão escalou rapidamente quando o parlamentar passou a ofender o relator com termos considerados graves chamando de ‘estuprador’.
Em resposta, Alfredo Gaspar reagiu às acusações e elevou o tom, afirmando que combateu a corrupção ao longo de sua trajetória política. A troca de declarações acirrou ainda mais o clima no plenário.
“Na verdade, eu estuprei corruptos como vossa excelência, que rouba o Brasil”, declarou o relator.
️ Deputado Lindbergh Farias chama o relator da CPMI do INSS de “estuprador”, e Alfredo Gaspar retruca: “Eu estuprei corruptos como Vossa Excelência, que roubam o Brasil”. pic.twitter.com/Dx0TH2U7xT
— République (@republiqueBRA) March 27, 2026
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Sessão chegou a ser paralisada
Diante do confronto verbal, a leitura do relatório foi interrompida temporariamente.
O ambiente de tensão exigiu intervenção da presidência da comissão para tentar restabelecer a ordem e garantir a continuidade dos trabalhos.
Apesar do episódio, a sessão foi retomada pouco tempo depois.
Presidente adverte e cita Conselho de Ética
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, repreendeu a conduta durante a sessão e classificou as falas como inadequadas.
Ele destacou que ofensas pessoais não são aceitáveis no ambiente parlamentar e afirmou que o episódio poderá ser encaminhado ao Conselho de Ética para análise.
“Não pode ofender. Ele chamou o relator de estuprador. Isso é muito grave. E outra coisa, ao chamar essa comissão de circo, vossa excelência está chamando de palhaço todos os aposentados brasileiros que confiaram no nosso trabalho. O senhor, por favor, respeite. Isso vai ficar para o Conselho de Ética”, afirmou.
Defesa da continuidade dos trabalhos
Mesmo com o clima tenso, Carlos Viana decidiu não suspender a sessão, argumentando que a população tem o direito de acompanhar os trabalhos da comissão.
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O presidente também reforçou que o relator tem prerrogativa regimental para concluir a leitura do relatório, independentemente das interrupções.
Além disso, ele alertou que poderia retirar da sessão qualquer parlamentar que voltasse a atrapalhar o andamento dos trabalhos.
Clima político acirrado
O episódio evidencia o ambiente de polarização que tem marcado debates em comissões parlamentares, especialmente em investigações de grande repercussão.
A CPMI do INSS trata de um tema sensível, envolvendo possíveis irregularidades que afetam aposentados e beneficiários em todo o país, o que aumenta a tensão entre os envolvidos.
Apesar do tumulto, a comissão seguiu com os trabalhos, e o relatório deve continuar sendo analisado pelos parlamentares nos próximos dias.
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