PF investiga venda de sentenças no TJMA e bloqueia R$ 50 milhões
Operação afasta desembargadores, cumpre mandados em vários estados e apura esquema envolvendo magistrados, advogados e empresários.

FOTO: Reprodução
Resumo:
A Polícia Federal deflagrou operação para investigar venda de sentenças no TJMA, afastou magistrados e bloqueou até R$ 50 milhões. Esquema envolveria juízes, assessores e empresários.
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Notícias do Brasil – A Polícia Federal deflagrou a Operação Inauditus para investigar um suposto esquema de venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça do Maranhão. A ação resultou no afastamento de magistrados e no bloqueio de até R$ 50 milhões em bens dos investigados.
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Magistrados são afastados
Entre os principais alvos estão os desembargadores Antônio Pacheco Guerreiro Júnior e Luiz de França Belchior Silva, que foram afastados das funções.
Também são investigados juízes, assessores, advogados e empresários suspeitos de participação no esquema.
Esquema envolvia favorecimento em processos
Segundo a investigação, o grupo atuava para direcionar decisões judiciais, priorizando determinados processos e beneficiando partes envolvidas, especialmente em disputas de alto valor, como conflitos agrários.
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A atuação incluiria organização estratégica na tramitação de ações dentro do Judiciário.
Mandados e medidas judiciais
Foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em diferentes estados, por determinação do Superior Tribunal de Justiça.
Além disso, a Justiça determinou:
- Prisão preventiva de um dos principais operadores do esquema
- Monitoramento eletrônico de investigados
- Afastamento de servidores
- Proibição de acesso às dependências do tribunal
- Bloqueio de bens que podem chegar a R$ 50 milhões

Indícios de lavagem de dinheiro
A PF identificou movimentações financeiras consideradas suspeitas, com indícios de triangulação e ocultação de recursos, o que pode indicar práticas de lavagem de dinheiro.
As penas para os crimes investigados podem ultrapassar 40 anos de prisão.
TJMA diz colaborar com investigações
Em nota, o Tribunal de Justiça do Maranhão informou que está colaborando com as autoridades e que adotou medidas administrativas, incluindo afastamentos e exonerações.
A Corte afirmou ainda compromisso com a transparência e com o esclarecimento dos fatos.
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