PF revela esquema de venda de sentenças com tabela de propina por até R$ 250 mil
As investigações tiveram início a partir da colaboração premiada de Maurílio Ramalho, que descreveu o funcionamento do suposto esquema.
- Foto: Divulgação /PF
Resumo
A Polícia Federal revelou um suposto esquema de venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça do Maranhão, com valores que chegavam a R$ 250 mil e eram pagos conforme o andamento dos processos.
Notícias do Brasil – Uma investigação da Polícia Federal identificou um esquema que transformava decisões judiciais em mercadoria dentro do Tribunal de Justiça do Maranhão. De acordo com a apuração, havia uma espécie de “tabela” com valores definidos para cada fase do processo.
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Os pagamentos poderiam chegar a R$ 250 mil, sendo cerca de R$ 100 mil destinados às decisões iniciais e o restante condicionado ao resultado final dos julgamentos.
Delação detalha funcionamento do esquema
As investigações tiveram início a partir da colaboração premiada de Maurílio Ramalho de Oliveira, que descreveu o funcionamento do suposto esquema. Segundo ele, decisões eram previamente negociadas entre as partes envolvidas.
O delator afirmou que os pagamentos eram realizados tanto em dinheiro quanto por transferências bancárias, com participação de intermediários responsáveis por viabilizar os acordos.
Mensagens e transferências reforçam suspeitas
A Polícia Federal reuniu provas que incluem mensagens e movimentações financeiras consideradas suspeitas. Em uma das conversas analisadas, um dos investigados confirma a realização de depósitos.
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Parte dos valores teria sido direcionada a empresas e terceiros, como a Fontana Empreendimentos, ligada a um assessor próximo de um magistrado investigado.
Entregas em dinheiro e ocultação de recursos
Além das transferências, a investigação identificou pagamentos feitos em dinheiro vivo. Em um dos episódios, valores teriam sido entregues diretamente a um dos envolvidos após retirada em uma emissora de TV.
A PF também aponta indícios de lavagem de dinheiro, com uso de triangulação financeira para ocultar a origem dos recursos.
Mudança de decisões após interrupção de pagamentos
Segundo o delator, após interromper os pagamentos, ele passou a sofrer decisões desfavoráveis em seus processos, que teriam sido proferidas com rapidez incomum.
Esse padrão chamou a atenção dos investigadores e reforçou as suspeitas de manipulação de decisões judiciais.
Justiça autoriza operações e bloqueio milionário
Diante dos indícios, o Superior Tribunal de Justiça autorizou medidas como buscas e apreensões, quebra de sigilos, bloqueio de bens e afastamento de funções públicas.
Também foi determinado o bloqueio de até R$ 50 milhões dos investigados, além da prisão preventiva de um dos principais operadores do esquema.
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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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