Operação Tamoiotatá 6 aplica mais de R$ 32 milhões em multas no sul do Amazonas
Ações ocorreram em quatro municípios com foco em áreas críticas.
- Foto: Divulgação
Resumo
A segunda etapa da Operação Tamoiotatá 6 resultou em mais de R$ 32 milhões em multas por crimes ambientais no sul do Amazonas. As ações ocorreram em quatro municípios e miraram desmatamento ilegal, atividades irregulares e descumprimento de embargos.
Notícias do Amazonas – A segunda fase da Operação Tamoiotatá 6 foi concluída com a aplicação de R$ 32,2 milhões em multas por infrações ambientais no Amazonas. A ação, coordenada pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas, ocorreu entre os dias 14 de março e 2 de abril, com atuação em municípios considerados críticos.
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As fiscalizações foram realizadas em Humaitá, Apuí, Canutama e Novo Aripuanã, regiões que enfrentam pressão crescente por desmatamento e atividades ilegais.
Infrações incluem desmatamento e atividades irregulares
Os dados apontam que a maior parte das autuações está relacionada ao desmatamento ilegal, descumprimento de embargos ambientais e práticas agropecuárias sem autorização.
Somente na base de Humaitá, que também abrange Canutama, foram aplicados quase R$ 23 milhões em multas. Já nas ações realizadas em Apuí e Novo Aripuanã, o valor ultrapassou R$ 9 milhões, além da emissão de notificações e embargos.
Operação utiliza inteligência ambiental
De acordo com o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, a operação é resultado de planejamento estratégico baseado em monitoramento por satélite e análise de dados geoespaciais.
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As equipes atuaram em áreas previamente identificadas com alertas de desmatamento, realizando vistorias em campo, interrupção de atividades ilegais e apreensão de equipamentos.
Força-tarefa reúne vários órgãos
A operação contou com atuação integrada de órgãos estaduais e federais, incluindo forças de segurança e instituições de monitoramento ambiental. A iniciativa é coordenada pelo governo do Amazonas, sob gestão do governador Wilson Lima.
Entre as ações realizadas estão fiscalizações em serrarias móveis, abatedouros clandestinos e pontos irregulares de comercialização de combustíveis.
Os valores arrecadados com as multas serão destinados ao Fundo Estadual de Meio Ambiente, contribuindo para financiar ações de preservação.
A operação segue estruturada em etapas e deve continuar até o fim de 2026, com foco no período de estiagem, considerado mais crítico para queimadas e desmatamento.
A terceira fase será iniciada na sequência, garantindo a continuidade das ações de fiscalização e combate aos crimes ambientais no estado.
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