Patrimônio imobiliário da família de Alexandre de Moraes cresce e chega a R$ 31,5 milhões
Ministro do STF ampliou número de imóveis desde 2017; compras foram feitas sem financiamento, segundo registros.
- Foto: Divulgação
Resumo
Levantamento aponta crescimento de 266% no patrimônio imobiliário do ministro Alexandre de Moraes desde 2017. Aquisições somam R$ 31,5 milhões e incluem imóveis em Brasília e São Paulo.
Notícias do Brasil – O patrimônio imobiliário do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, registrou aumento significativo desde sua posse na Corte, em março de 2017. De acordo com levantamento baseado em documentos cartoriais, ele e sua esposa, a advogada Viviane Barci, acumulam atualmente 17 imóveis avaliados em cerca de R$ 31,5 milhões.
Os dados foram obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo e indicam que o crescimento do patrimônio foi de aproximadamente 266% no período.
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Evolução dos investimentos imobiliários
Antes de assumir o cargo no STF, Moraes e sua esposa possuíam 12 propriedades, avaliadas em R$ 8,6 milhões. Desde então, houve uma expansão expressiva tanto no número de imóveis quanto no valor total investido.
Nos últimos cinco anos, o casal destinou cerca de R$ 23,4 milhões para novas aquisições, concentradas principalmente em Brasília e São Paulo. Segundo os registros, todas as compras foram realizadas sem financiamento bancário.
O levantamento também mostra que os investimentos mais recentes representam a maior parte dos recursos aplicados ao longo de quase três décadas. Desde 2021, mais de dois terços do total investido foram direcionados ao setor imobiliário.
Histórico de aquisições
Ao longo de 29 anos, Moraes e Viviane investiram cerca de R$ 34,8 milhões na compra de 27 imóveis. Parte dessas propriedades foi posteriormente vendida, o que explica a diferença em relação ao patrimônio atual.
Entre os imóveis adquiridos recentemente está um apartamento de 86 metros quadrados no bairro Jardim Paulista, em São Paulo, comprado por R$ 1,05 milhão. O pagamento foi feito com sinal e quitação integral via transferência bancária.
Outra aquisição de destaque foi uma casa de alto padrão no Lago Sul, em Brasília, com 776 metros quadrados, adquirida por R$ 12 milhões. A compra também foi realizada em duas etapas, com pagamento inicial e posterior quitação.
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Uso de empresa na gestão patrimonial
Grande parte das aquisições recentes foi realizada por meio do Lex Instituto de Estudos Jurídicos, empresa utilizada para administrar os bens da família. A sociedade é formalmente vinculada à esposa de Moraes e aos dois filhos do casal.
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Embora não figure como sócio, o ministro integra o patrimônio comum em razão do regime de comunhão parcial de bens, o que o vincula diretamente aos ativos adquiridos.
Novos investimentos e diversificação
O levantamento ainda aponta a compra de imóveis em locais de alto padrão, como Campos do Jordão, no interior paulista. Em um dos casos, o casal adquiriu mais de uma unidade no mesmo condomínio, reforçando a estratégia de investimento no setor imobiliário.
A concentração dos recursos em imóveis indica uma opção clara por ativos considerados seguros e de valorização contínua, especialmente em regiões valorizadas.
Transparência e repercussão
As informações sobre o patrimônio são públicas e constam em registros oficiais de cartório. Ainda assim, a divulgação dos dados gerou repercussão, especialmente pelo volume de investimentos realizados nos últimos anos.
O caso reacende debates sobre transparência patrimonial de autoridades públicas e a evolução de bens ao longo do exercício de cargos de alto escalão.
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Declaração de Transparência
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