Presidente da Aleam articula lei para eleição indireta que definirá ‘governador tampão’ no Amazonas
Segundo Adjuto Afonso a Constituição prevê eleição, mas falta regulamentação.

Fotos: Gabriel Vieira / Am post
Resumo:
O deputado Adjuto Afonso afirmou que a Assembleia Legislativa do Amazonas irá elaborar uma lei para regulamentar a eleição indireta após as renúncias no governo.
Notícias de Política – O deputado estadual Adjuto Afonso, que assumiu interinamente a presidência da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), afirmou nesta terça-feira (7) que a Casa precisará criar uma lei específica para viabilizar a eleição indireta que definirá “governo tampão” após renúncia do governador Wilson Lima (União Brasil) e do vice Tadeu de Souza (Progressistas).
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Segundo ele, apesar da Constituição Estadual de 1989 prever esse tipo de situação, ainda não existe uma norma que detalhe como o processo deve ocorrer.
“A procuradoria da Assembleia está se debruçando para ver de que forma será feita essa lei. Vai ser elaborada uma lei que nós vamos aprovar”, declarou.
Leia também: Wilson Lima confirma pré-candidatura ao Senado após deixar o cargo de governador do Amazonas
Prazo de até 30 dias para escolha do novo governador
De acordo com Adjuto Afonso, a legislação determina que o novo chefe do Executivo seja escolhido em até 30 dias, após a vacância dos cargos.
“Nós temos até 30 dias para que seja escolhido o novo governador, e esperamos não chegar a esse prazo máximo”, afirmou.
O futuro eleito ocupará o cargo de forma temporária, até janeiro de 2027.
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Fotos: Gabriel Vieira / Am post
Tramitação seguirá rito normal na Assembleia
O parlamentar explicou que o projeto de lei seguirá os trâmites regulares dentro da Casa Legislativa, sem necessidade imediata de regime de urgência.
“A tramitação é normal, como qualquer matéria apresentada aqui. Se houver necessidade de urgência, o plenário é soberano para decidir”, disse.
Eleição será baseada em regras ainda em construção
Segundo o presidente interino, detalhes como formato da votação e critérios do processo ainda estão sendo definidos pela Procuradoria da Assembleia.
“Nessa lei vão estar as diretrizes de como será a eleição. Nós queremos fazer tudo com muita transparência para evitar questionamentos futuros”, destacou.
Assembleia assume papel central no processo
Adjuto Afonso ressaltou que a condução do processo exige responsabilidade e diálogo entre os parlamentares.
“O poder legislativo tem a obrigação de conduzir esse processo com responsabilidade, dialogando com todos os deputados e garantindo o funcionamento do Estado”, afirmou.
Mudança ocorre após renúncias no Executivo
A atual configuração política do estado foi provocada após as renúncias do ex-governador Wilson Lima e do vice Tadeu de Souza.
Com isso, o então presidente da Assembleia, Roberto Cidade, assumiu interinamente o Governo do Estado, enquanto Adjuto Afonso passou a comandar o Legislativo.
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