ONU rejeita ação militar para liberar rota estratégica do petróleo em Ormuz
Proposta autorizava ações militares para garantir fluxo de petróleo.
- Foto: Reprodução / Redes Sociais
Resumo
O Conselho de Segurança da ONU rejeitou uma proposta que autorizaria o uso da força para reabrir o Estreito de Ormuz, após veto de China e Rússia, aumentando o impasse internacional em meio à crise no Oriente Médio.
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Notícias do Mundo – O Conselho de Segurança da ONU decidiu rejeitar, nesta terça-feira (7), uma resolução que permitiria o uso de força militar para reabrir o Estreito de Ormuz, atualmente bloqueado pelo Irã. A proposta, apresentada pelo Bahrein, foi barrada após veto de China e Rússia, dois dos cinco membros permanentes com poder de bloqueio.
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Além deles, a França já havia sinalizado oposição ao texto, indicando falta de consenso entre as principais potências.
O que previa a resolução
O documento autorizava o uso de “todos os meios defensivos necessários” para garantir a segurança da rota marítima, considerada vital para o abastecimento energético global.
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Cerca de 20% do petróleo mundial passa pelo Estreito de Ormuz, o que torna qualquer interrupção um fator de forte impacto nos mercados internacionais.
Impactos econômicos imediatos
Desde o fechamento da passagem pelo Irã, no fim de fevereiro, o mercado global de energia vem reagindo. Nesta terça-feira, o preço do barril chegou a atingir US$ 116, refletindo a instabilidade na região.
A volatilidade reforça a preocupação de países importadores e investidores com possíveis desdobramentos da crise.
A votação, que havia sido adiada anteriormente, ocorre em meio à escalada de tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e o Irã, conflito que já ultrapassa um mês.
No mesmo dia, o presidente Donald Trump voltou a fazer declarações duras contra Teerã, elevando ainda mais o clima de instabilidade internacional.
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