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Dois trabalhadores são resgatados em fábrica de móveis no Amazonas após atualização da “Lista Suja”

Fiscalizações resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores no país.

Por Beatriz Silveira

08/04/2026 às 22:18 - Atualizado em 09/04/2026 às 17:59

Fachada de fábrica de móveis na BR-174 em Manaus onde trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão.

Resumo

O Ministério do Trabalho e Emprego atualizou a “Lista Suja” do trabalho análogo à escravidão e apontou o resgate de dois trabalhadores em uma fábrica de móveis na BR-174, zona rural de Manaus. A nova atualização inclui casos registrados entre 2020 e 2025 em todo o país, com 2.247 trabalhadores resgatados. O cadastro tem como objetivo dar transparência às ações de fiscalização e combater violações trabalhistas.

Notícias do Amazonas – O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) publicou, na última segunda-feira (6), a atualização do Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão, conhecido como “Lista Suja”.

No Amazonas, dois trabalhadores foram resgatados em uma fábrica de móveis localizada na BR-174, na zona rural de Manaus. O caso integra a nova atualização do cadastro, que reúne ocorrências registradas entre os anos de 2020 e 2025.

Ao todo, a atualização resultou no resgate de 2.247 trabalhadores em situação de exploração e trabalho análogo à escravidão em diferentes regiões do país.

Setores com mais casos registrados

De acordo com o levantamento divulgado pelo Ministério do Trabalho, as atividades com maior número de inclusões nesta edição foram serviços domésticos, com 23 casos, criação de bovinos para corte, com 18 registros, cultivo de café, com 12, construção de edifícios, com 10, e serviços de preparação de terreno, cultivo e colheita, com seis ocorrências.

Leia também: Policial ameaça decapitar ex-mulher e ‘jogar bola’ com a cabeça dela em Manaus

Os casos incluídos na lista estão distribuídos em 21 unidades da federação. Minas Gerais lidera com 35 inclusões, seguido por São Paulo com 20, Bahia e Paraíba com 17 cada, Pernambuco com 13, Goiás e Mato Grosso do Sul com 10, além de outros estados com menor número de registros, incluindo o Amazonas, com um caso.

Cadastro busca dar transparência às fiscalizações

O Cadastro de Empregadores é publicado semestralmente e tem como objetivo dar transparência às ações de combate ao trabalho análogo à escravidão. As fiscalizações envolvem a atuação da Auditoria Fiscal do Trabalho, Polícia Federal, Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Federal e Defensoria Pública da União, além de outras forças policiais quando necessário.

Durante as operações, quando são identificadas irregularidades, são lavrados autos de infração para cada violação trabalhista, incluindo o auto específico que caracteriza a submissão a condições análogas à escravidão.

A inclusão no cadastro ocorre somente após a conclusão de processos administrativos, garantindo o direito ao contraditório e à ampla defesa. Os nomes permanecem publicados por dois anos.

Grupo móvel já resgatou mais de 68 mil trabalhadores

O Grupo Especial de Fiscalização Móvel, que atua em todo o país, completou 30 anos em maio de 2025. Desde sua criação, em 1995, mais de 68 mil trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão.

Durante esse período, mais de R$ 156 milhões foram pagos em verbas salariais e rescisórias diretamente às vítimas durante as operações.

As ações seguem o Fluxo Nacional de Atendimento às Vítimas do Trabalho Escravo, com participação da Auditoria Fiscal do Trabalho, Polícia Federal, Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Federal e Defensoria Pública da União.

Denúncias podem ser feitas de forma sigilosa

Denúncias de trabalho análogo à escravidão podem ser realizadas de forma remota e sigilosa por meio do Sistema Ipê, plataforma criada em 2020 pela Secretaria de Inspeção do Trabalho em parceria com a Organização Internacional do Trabalho.

O sistema é exclusivo para o recebimento de denúncias relacionadas a esse tipo de exploração e está integrado ao fluxo nacional de atendimento às vítimas.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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