Cesta básica sobe em todas as capitais e pesa mais no bolso do brasileiro
Manaus está entre as cidades com maior alta; feijão, tomate e carne lideram aumentos

FOTO: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Resumo:
Preço da cesta básica sobe em todas as capitais brasileiras em 2026, com destaque para Manaus. Alimentos como feijão e tomate puxam a alta.
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Notícias de Economia – O custo da cesta básica aumentou em todas as capitais brasileiras no primeiro trimestre de 2026, segundo levantamento do Dieese e da Conab. A alta foi registrada nas 27 cidades analisadas, com impacto direto no orçamento das famílias.
Entre os maiores reajustes, Manaus aparece com aumento de 7,42%, ficando entre as capitais com maior variação no período.
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Alimentos pressionam inflação
Os principais responsáveis pela alta foram itens essenciais como feijão, batata, tomate, carne bovina e leite. As chuvas intensas nas regiões produtoras afetaram a oferta e contribuíram para o encarecimento desses produtos.
Na contramão, o açúcar apresentou queda de preço em parte das capitais, devido ao aumento da oferta no mercado.
Diferença de preços entre capitais
São Paulo segue com a cesta básica mais cara do país, com custo médio de R$ 883,94. Já Aracaju registra o menor valor, com média de R$ 598,45.
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Outras capitais com preços elevados incluem Rio de Janeiro, Cuiabá, Florianópolis e Campo Grande.
Impacto no salário do trabalhador
Com o salário mínimo em R$ 1.621, o trabalhador precisa comprometer cerca de 48% da renda líquida para comprar os itens básicos.
O tempo médio de trabalho necessário para adquirir a cesta também aumentou, passando de aproximadamente 93 horas em fevereiro para quase 98 horas em março.
Clima afeta produção
O estudo aponta que fatores climáticos tiveram papel decisivo na alta dos preços, especialmente no caso do feijão, que subiu em todas as cidades analisadas.
Problemas na colheita, redução de área plantada e expectativa de menor produção contribuíram para a diminuição da oferta.
Salário ideal segue distante
Segundo o Dieese, o salário mínimo necessário para cobrir as despesas básicas de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.425,99, valor mais de quatro vezes superior ao piso atual.
O cenário reforça o impacto da inflação dos alimentos no custo de vida da população.
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