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Resumo
Investigação aponta que criminosos investiram cerca de R$ 3,5 milhões em um mega-assalto em Confresa (MT), mas conseguiram roubar apenas R$ 2 mil. O caso, considerado o maior crime patrimonial do estado, envolveu dezenas de participantes e levou a operações policiais em vários estados.
Notícias do Brasil – A investigação sobre o ataque ocorrido em Confresa revelou que a organização criminosa investiu aproximadamente R$ 3,5 milhões na ação, mas conseguiu levar apenas R$ 2 mil de uma transportadora de valores.
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Segundo as autoridades, o grupo não conseguiu acessar o cofre principal devido ao sistema de segurança, fugindo apenas com o dinheiro que estava fora do equipamento.
Crime é considerado o maior da história do estado
O caso é tratado como o maior e mais violento crime patrimonial já registrado em Mato Grosso, com a participação de ao menos 50 pessoas.
A quadrilha esperava obter entre R$ 30 milhões e R$ 60 milhões, mas teve o plano frustrado após o tempo da ação ultrapassar o previsto e mecanismos de segurança, como liberação de gás, impedirem o acesso ao cofre.
Operação Pentágono mira organização interestadual
Nesta quinta-feira (9), a polícia deflagrou mais uma fase da Operação Pentágono, com o cumprimento de 27 mandados de prisão e 30 de busca e apreensão.
As ações ocorreram em diferentes estados, incluindo São Paulo, Tocantins, Maranhão, Rio Grande do Norte e Pará, evidenciando a atuação interestadual do grupo criminoso.
Além disso, foram bloqueadas cerca de 40 contas bancárias ligadas aos investigados.
Estrutura organizada e divisão de funções
As investigações apontam que a organização possuía uma estrutura bem definida, com divisão de tarefas entre núcleos responsáveis por comando financeiro, logística, execução, apoio e fuga.
O modelo de atuação segue o padrão conhecido como “domínio de cidades”, uma evolução do chamado novo cangaço, caracterizado pelo uso intensivo de recursos e pela tentativa de neutralizar as forças de segurança locais.
Ataque deixou rastro de destruição
Durante a ação, ocorrida em 2023, criminosos armados sitiaram a cidade, atacaram o quartel da Polícia Militar e incendiaram o prédio.
Veículos e imóveis também foram destruídos, causando pânico entre moradores. Apesar da violência e do planejamento, o principal objetivo — o acesso ao cofre da transportadora — não foi alcançado.
Após o ataque, uma grande mobilização policial foi realizada, incluindo a Operação Canguçu, que contou com cerca de 350 agentes de diferentes estados.
A ofensiva terminou com 18 suspeitos mortos e outros cinco presos, após semanas de buscas.