“Pouca Sombra” é capturado no Pará em operação que investiga mega-assalto em Mato Grosso
Suspeito portador de nanismo foi localizado após ostentação nas redes sociais.
- Foto: Reprodução
Resumo
Apontado como peça estratégica de uma organização criminosa envolvida no maior assalto já registrado em Mato Grosso, Pablo Henrique de Sousa Franco, conhecido como “Pouca Sombra”, foi preso no Pará. A captura ocorreu durante a Operação Pentágono, que busca desarticular o grupo responsável pelo ataque em Confresa, em 2023.
Notícias do Pará – A Polícia Civil prendeu Pablo Henrique de Sousa Franco, conhecido como “Pouca Sombra”, durante a terceira fase da Operação Pentágono. Ele é apontado como peça-chave na estrutura logística de uma organização criminosa responsável pelo maior assalto já registrado no estado do Mato Grosso.
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Pablo é portador de nanismo e conhecido pelo apelido de “Pouca Sombra”, ele foi preso em Marabá (PA), três anos após o crime.
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Prisão após anos de investigação
O suspeito foi localizado no município de Marabá, cerca de três anos após o crime. Segundo as investigações, ele chamava atenção nas redes sociais por exibir uma rotina de luxo, com imagens em lanchas e passeios de quadriciclo.
Estrutura criminosa e operação policial
A ação policial teve como foco aprofundar as investigações e desarticular a base financeira do grupo. Ao todo, foram cumpridas 97 ordens judiciais, incluindo mandados de prisão, buscas e bloqueio de contas bancárias.
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As apurações indicam que a organização atuava de forma estruturada em diferentes estados, com divisão de tarefas em núcleos como logística, execução, comando e apoio interestadual, incluindo operações no Pará e Tocantins.
Ataque em estilo “novo cangaço”
O crime investigado ocorreu em abril de 2023, na cidade de Confresa, e seguiu a estratégia conhecida como Novo Cangaço, caracterizada por ações violentas e coordenadas para dominar municípios.
Cerca de 50 criminosos participaram do ataque, que incluiu o cerco à cidade, invasão de instalações policiais e destruição de veículos e prédios públicos para dificultar a resposta das autoridades.
O principal objetivo da quadrilha era uma empresa de transporte de valores. Apesar do uso de explosivos, os criminosos não conseguiram acessar o cofre e fugiram abandonando veículos e equipamentos.
As investigações também apontam conexões do grupo com outros crimes e esquemas de lavagem de dinheiro, financiados por ações criminosas de menor porte.
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