Brasil e EUA firmam acordo para reforçar combate ao tráfico internacional de armas e drogas
Parceria prevê troca de informações em tempo real entre aduanas e uso de tecnologia para rastrear redes criminosas.
- Foto: PC-AM
Resumo
Brasil e Estados Unidos anunciaram um acordo de cooperação para intensificar o combate ao tráfico internacional de armas e drogas, com foco na troca de dados, rastreamento de cargas ilícitas e atuação conjunta contra organizações criminosas.
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Notícias do Brasil – O governo brasileiro e autoridades dos Estados Unidos formalizaram um acordo de cooperação voltado ao enfrentamento do tráfico internacional de drogas e armamentos. A iniciativa estabelece o compartilhamento contínuo de informações entre os sistemas aduaneiros dos dois países, com o objetivo de acelerar investigações e identificar padrões de atuação de organizações criminosas.
A parceria envolve diretamente a Receita Federal do Brasil e a agência norte-americana U.S. Customs and Border Protection (CBP), e foi detalhada após reunião realizada no Ministério da Fazenda. A proposta é permitir que dados sobre apreensões realizadas em portos, aeroportos e fronteiras sejam analisados de forma integrada, facilitando a identificação de rotas, remetentes e destinatários de cargas ilegais.
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De acordo com autoridades brasileiras, a cooperação amplia a capacidade de atuação não apenas no destino final das mercadorias ilícitas, mas também na origem, tornando o combate mais estratégico e coordenado entre os países.
Programa “Desarma” amplia rastreamento
Outro destaque do acordo é o lançamento do programa “Desarma”, um sistema informatizado que permite rastrear armas, munições e componentes sensíveis em nível internacional. A ferramenta registra dados detalhados das apreensões, como origem da carga, características do material e informações logísticas, possibilitando mapear redes criminosas com maior precisão.
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Mudança nas estratégias do crime
Nos últimos meses, as autoridades têm identificado mudanças nas estratégias das organizações criminosas, que passaram a enviar peças separadas de armamentos para dificultar a fiscalização. O uso de tecnologias como scanners de raio-x em contêineres tem sido fundamental para aumentar o número de apreensões.
Dados recentes indicam que, em apenas 12 meses, mais de mil armas e componentes foram interceptados nas aduanas brasileiras. Já no primeiro trimestre de 2026, foram apreendidas mais de 1,5 mil toneladas de drogas, muitas delas de origem sintética.
A expectativa é que a integração entre os sistemas dos dois países fortaleça o combate ao crime organizado transnacional, aumentando a eficiência das operações e reduzindo a circulação de produtos ilícitos.
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