Logo no início da gestão, Cidade buscou estabelecer um marco de transparência administrativa. Ele determinou a suspensão de contratos e pagamentos a empresas ligadas à sua família, que mantêm relações com o Estado há mais de três décadas. A medida teve caráter simbólico e prático, com o objetivo de reforçar independência e transparência no exercício do cargo.
Educação foi principal frente de crise
No campo das crises emergenciais, a educação foi uma das prioridades. Diante da ameaça de paralisação por parte dos profissionais da rede estadual, o governo interino articulou uma solução para restabelecer o plano de saúde da categoria.
A medida evitou a interrupção das aulas e contribuiu para reduzir a tensão entre servidores e o Executivo. O episódio foi considerado um dos primeiros testes de governabilidade da gestão interina.
Entregas sociais e assistência especializada
A semana também foi marcada por entregas e ações institucionais. Entre elas, a inauguração do Centro de Atenção Integral Juventude TEA, voltado ao atendimento de adolescentes e jovens com transtorno do espectro autista.
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A iniciativa amplia a rede de assistência especializada no Estado e atende a uma demanda histórica relacionada à continuidade do atendimento após a infância.
Outro destaque foi a entrega dos primeiros 1,2 mil óculos de um programa que prevê a distribuição de 12 mil unidades à população. A ação prioriza estudantes da rede pública e pessoas em situação de vulnerabilidade social, com foco no acesso à saúde visual.
Atos institucionais e fortalecimento das instituições
No campo jurídico, Roberto Cidade participou da posse de novos defensores públicos, com o objetivo de reforçar a estrutura da Defensoria Pública no interior do Amazonas.
Na área acadêmica, o governador interino também deu posse ao novo reitor e à vice-reitora da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em ato voltado à estabilidade institucional da universidade pública estadual.
Renúncia de salário reforça discurso de austeridade
No plano administrativo, Cidade anunciou que não fará uso do acúmulo de remunerações. Mesmo podendo receber salários como deputado estadual e como chefe do Executivo, ele optou por manter apenas o vencimento parlamentar, na faixa de R$ 34,7 mil.
A decisão foi apresentada como medida de contenção de gastos e responsabilidade com os recursos públicos durante o período de interinidade.
Eleição indireta será realizada em maio
As ações realizadas na primeira semana ocorreram em meio à expectativa pela eleição indireta que definirá o governador que ficará no comando do Estado até 4 de janeiro de 2027. O processo está previsto para ocorrer no dia 4 de maio.
A primeira semana da gestão interina foi marcada pela combinação de medidas administrativas, gestos simbólicos e ritmo acelerado de ações, que passaram a influenciar o cenário político estadual.