Visto vencido coloca Alexandre Ramagem na lista de deportação
Ex-parlamentar foi preso por questões migratórias em Orlando.
- Foto: Márcia Foletto
Resumo
Preso nos Estados Unidos, o ex-deputado Alexandre Ramagem pode ser deportado após permanecer no país com visto vencido. Documento do governo americano aponta que ele está em situação irregular, enquanto o Brasil já solicitou sua extradição.
Notícias do Brasil – O ex-deputado federal cassado Alexandre Ramagem está sujeito à deportação dos Estados Unidos após permanecer no país além do prazo permitido pelo visto. A informação consta em documento do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos.
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Segundo as autoridades norte-americanas, Ramagem entrou no país em setembro de 2025 com visto de turismo (B-2), que permitia permanência até março de 2026. No entanto, ele continuou no território após o vencimento do prazo, o que caracteriza irregularidade migratória.
O documento oficial aponta que, nessas condições, ele pode ser submetido à remoção do país, conforme a legislação de imigração vigente.
Prisão por questões migratórias
Ramagem foi detido pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos na cidade de Orlando e encaminhado a um centro de detenção. A prisão ocorreu com base em questões migratórias.
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Ele também perdeu o passaporte diplomático após ter o mandato cassado pela Câmara dos Deputados em dezembro de 2025.
Cooperação entre Brasil e EUA
A Polícia Federal informou que a prisão ocorreu em cooperação internacional com autoridades dos Estados Unidos. O ex-parlamentar é considerado foragido da Justiça brasileira após condenação pelo Supremo Tribunal Federal.
Entre os crimes apontados estão organização criminosa armada e tentativa de golpe de Estado.
Pedido de extradição
O governo brasileiro já havia formalizado, em dezembro de 2025, o pedido de extradição junto às autoridades norte-americanas. A solicitação foi encaminhada por meio da embaixada brasileira em Washington.
Trajetória e fuga do Brasil
Ramagem deixou o Brasil durante o julgamento que resultou em sua condenação. Investigações apontam que ele cruzou a fronteira pela Guiana antes de seguir para os Estados Unidos.
Delegado da Polícia Federal, ele também comandou a Agência Brasileira de Inteligência durante parte do governo de Jair Bolsonaro e teve atuação política recente no Congresso Nacional.
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