Mesmo após cessar fogo, Irã corre para desenterrar mísseis presos em bases subterrâneas
Destroços de ataques bloqueiam túneis estratégicos e país tenta recuperar capacidade militar.

(Foto: Divulgação / Reuters)
Resumo
Irã tenta recuperar lançadores de mísseis presos em bases subterrâneas após ataques durante conflito com EUA e Israel.
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Notícias do mundo – Mesmo após o início de um cessar-fogo com os Estados Unidos, o Irã iniciou uma operação para recuperar lançadores de mísseis que ficaram presos em bases subterrâneas após bombardeios recentes.
De acordo com análises de imagens de satélite, equipes iranianas utilizam máquinas pesadas para remover destroços que estão bloqueando as entradas de túneis onde ficam armazenados armamentos estratégicos.
Ataques bloquearam bases subterrâneas
Os bloqueios ocorreram após ataques realizados por forças dos Estados Unidos e de Israel, que tiveram como alvo justamente as entradas dessas instalações militares. A estratégia buscava impedir o acesso do Irã aos seus próprios lançadores de mísseis.
Segundo informações de inteligência, cerca de metade dos lançadores iranianos ainda estaria intacta, mas muitos ficaram inacessíveis por estarem soterrados nos túneis atingidos.
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Recuperação faz parte da estratégia militar
Especialistas apontam que a tentativa de desobstruir as bases já era esperada, mesmo durante o cessar-fogo. Isso porque faz parte da estratégia militar iraniana manter estruturas subterrâneas capazes de resistir a ataques iniciais e retomar operações posteriormente.
A lógica dessas bases, conhecidas como “cidades de mísseis”, é justamente suportar bombardeios, recuperar armamentos e reativar a capacidade ofensiva em seguida.
Cessar-fogo é visto como pausa estratégica
Apesar da trégua, o cenário ainda é considerado instável. Analistas avaliam que o cessar-fogo pode funcionar apenas como uma pausa tática, permitindo que ambos os lados reorganizem suas forças.
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O conflito, iniciado após uma série de ataques no fim de fevereiro, já provocou forte escalada militar no Oriente Médio e mantém a comunidade internacional em alerta diante do risco de novos confrontos.
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