Justiça bloqueia R$ 2,2 bilhões em operação que prendeu MC Ryan
Além de MC Ryan SP, outros nomes também foram alvos, como MC Poze do Rodo e Raphael Sousa, ligado à página Choquei.
- Foto: Redes Sociais
Resumo
A Polícia Federal prendeu o funkeiro MC Ryan SP durante operação que investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas e apostas ilegais. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens dos investigados.
Notícias do Brasil – A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (15), a Operação Narco Fluxo, que resultou na prisão do cantor MC Ryan SP, apontado como um dos principais líderes de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional de drogas.
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Segundo as investigações, a organização criminosa utilizava empresas do setor musical e a visibilidade do artista nas redes sociais para misturar recursos lícitos com dinheiro oriundo de atividades ilegais, como tráfico de cocaína, apostas clandestinas e rifas digitais.
Esquema bilionário e ligação com o crime organizado
De acordo com a PF, o grupo teria movimentado valores que ultrapassam R$ 260 bilhões. A estrutura criminosa também apresentaria conexões com o Primeiro Comando da Capital (PCC), ampliando a gravidade das suspeitas.
As autoridades apontam que o dinheiro obtido de forma ilícita era posteriormente reinserido na economia formal por meio da compra de imóveis de luxo, veículos de alto padrão, joias e outros bens.
Bloqueio bilionário e tráfico internacional
A Justiça Federal determinou o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens de 77 investigados, entre pessoas físicas e jurídicas. O valor foi estimado com base no lucro obtido com o tráfico de mais de três toneladas de cocaína, além da análise de movimentações financeiras suspeitas.
As apurações que embasam a operação atual são desdobramentos de investigações anteriores, como as operações Narco Vela (2025) e Narco Bet (2026), que já monitoravam atividades ligadas ao grupo.
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Operação em vários estados
A ação mobilizou mais de 200 policiais federais e ocorre simultaneamente em diversos estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Maranhão, Paraná, Goiás e o Distrito Federal.
Ao todo, foram expedidos dezenas de mandados de busca e apreensão e prisão temporária. Além de MC Ryan SP, outros nomes também foram alvos, como MC Poze do Rodo e Raphael Sousa, ligado à página Choquei.
Durante a operação, foram apreendidos veículos de luxo, armas, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos que devem auxiliar no avanço das investigações.
Uso da imagem e ocultação de patrimônio
A Polícia Federal também identificou que o esquema incluía estratégias para proteção da imagem pública do artista. Entre elas, estaria o pagamento a operadores de mídia para divulgar conteúdos positivos e reduzir impactos negativos das investigações.
Além disso, há indícios de que participações em empresas foram transferidas para terceiros, incluindo familiares, como forma de ocultar patrimônio e dificultar o rastreamento dos recursos.
Em nota, a defesa de MC Ryan SP afirmou não ter tido acesso aos autos do processo, mas declarou que todas as movimentações financeiras do artista são legais e devidamente comprovadas.
Os advogados sustentam que o cantor atua com transparência e cumpre regularmente suas obrigações fiscais, demonstrando confiança de que os fatos serão esclarecidos ao longo da investigação.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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