Defesa de colombiano usa decisão de Moraes para tentar anular caso do “Tigrinho”
De acordo com as investigações, o grupo divulgava jogos sem autorização oficial, incluindo o popular “Tigrinho”.
- Foto: reprodução
Resumo
A defesa de um colombiano preso por envolvimento com jogos ilegais tenta anular a investigação e obter liberdade com base em decisão recente do STF sobre o uso de relatórios financeiros do Coaf.
Notícias do Brasil – A defesa do colombiano Luis Felipe Galvis Ramirez entrou com pedido na Justiça para revogar sua prisão e anular o processo que o investiga por envolvimento com a divulgação ilegal de jogos de azar online, como o “Tigrinho”. O argumento central se baseia em uma decisão recente do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
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Os advogados alegam que a investigação teve origem em um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, encaminhado antes mesmo da abertura formal do inquérito — prática que foi restringida por Moraes. Segundo a defesa, isso tornaria inválidas as provas coletadas e justificaria tanto a soltura quanto o trancamento da ação penal.
A decisão do ministro também proibiu que relatórios do Coaf sejam utilizados como ponto de partida exclusivo para investigações, prática conhecida como “pesca probatória”.
Operação mira jogos ilegais
Ramirez foi preso em abril de 2025 durante a Operação Quéfren, realizada por forças policiais de diferentes estados para combater um esquema envolvendo influenciadores digitais na promoção de plataformas ilegais de apostas.
De acordo com as investigações, o grupo divulgava jogos sem autorização oficial, incluindo o popular “Tigrinho”, e movimentava valores considerados incompatíveis com a renda declarada dos envolvidos.
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Movimentações financeiras chamaram atenção
Os dados levantados apontam que Ramirez teria movimentado mais de R$ 1,3 milhão em poucos meses, enquanto sua companheira, a influenciadora Brenna Brito, teria registrado cerca de R$ 5,8 milhões no mesmo período. Os valores levantaram suspeitas de lavagem de dinheiro e outras irregularidades.
Além disso, o investigado ostentava bens de alto valor, como veículos de luxo e motocicletas esportivas, o que reforçou as suspeitas das autoridades.
Denúncias e possíveis ligações criminosas
O Ministério Público denunciou Ramirez por crimes como organização criminosa, estelionato, publicidade enganosa e lavagem de dinheiro. Durante o andamento do caso, também surgiram relatos de possível ligação do grupo com o Comando Vermelho, o que ampliou a gravidade das acusações.
Os Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) são documentos produzidos pelo Coaf a partir de movimentações suspeitas informadas por instituições financeiras. Eles servem como indícios para investigações, mas não constituem prova definitiva por si só.
Com a nova interpretação do STF, o uso desses relatórios passou a ter limites mais rígidos, o que tem sido explorado por defesas em diferentes processos pelo país.
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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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