Desembargadores afastados em MG receberam quase R$ 1,5 milhão em benefícios extras em um ano
Magistrados investigados por suspeitas de abuso sexual e favorecimento judicial continuaram recebendo salários e adicionais mesmo após afastamento

FOTO: Reprodução
Resumo:
Dois desembargadores afastados em Minas Gerais receberam quase R$ 1,5 milhão em benefícios extras em um ano, mesmo durante investigações.
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Notícias do Brasil – Dois magistrados afastados do Tribunal de Justiça de Minas Gerais receberam, juntos, cerca de R$ 1,4 milhão em benefícios adicionais ao longo de um ano, mesmo após deixarem suas funções por determinação do Conselho Nacional de Justiça.
O levantamento considera valores pagos entre abril de 2025 e março de 2026 aos desembargadores Magid Nauef Láuar e Alexandre Victor de Carvalho, que são alvos de investigações distintas.
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Valores pagos e “penduricalhos”
Somados, os dois receberam R$ 1.496.994,16 em verbas extras, como gratificações, indenizações e vantagens pessoais — valores que não entram no teto constitucional.
Individualmente, Magid Láuar acumulou cerca de R$ 739 mil nesses adicionais, enquanto Alexandre de Carvalho recebeu aproximadamente R$ 757 mil.
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Quando somados salários e benefícios, os ganhos totais de cada um se aproximam de R$ 1 milhão no período analisado.
Pagamentos mesmo após afastamento
Apesar de afastados, os magistrados continuaram recebendo remuneração integral, conforme normas do CNJ. Durante esse período, eles ficam impedidos de exercer funções, mas mantêm os vencimentos.
Em nota, o tribunal afirmou que os pagamentos seguem a legislação vigente e que algumas verbas têm caráter indenizatório ou são referentes a valores retroativos, o que permite ultrapassar o teto mensal.
Benefícios chegaram a superar salários
Em alguns meses, os adicionais pagos superaram o próprio salário-base. Há registros de valores acima de R$ 80 mil em vantagens pessoais, elevando significativamente os contracheques.
Entenda os casos
Magid Láuar foi afastado após denúncias de abuso sexual, que vieram à tona após decisões judiciais controversas envolvendo crimes dessa natureza.
Já Alexandre Victor de Carvalho é investigado por suposto favorecimento em decisões relacionadas à empresa 123 Milhas. Ele chegou a solicitar aposentadoria pouco depois de ser afastado.
As investigações seguem sob sigilo no CNJ, sem prazo definido para conclusão.
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