Lula diz que levará jabuticaba a Trump para “acalmar” em meio a tensão entre Brasil e EUA
Declaração foi feita durante evento da Embrapa e ocorre em meio a desgaste diplomático recente entre os dois países.
- Arte/Reprodução
Resumo
Lula afirma que pretende levar jabuticaba e maracujá a Donald Trump para “acalmar” clima entre Brasil e EUA, em meio a tensão diplomática recente.
Notícias do Brasil – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (23) que pretende levar frutas brasileiras, como jabuticaba e maracujá, ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma tentativa simbólica de amenizar o clima de tensão entre os dois países.
A declaração foi feita durante participação na Feira Brasil na Mesa, realizada pela Embrapa, em Planaltina, no Distrito Federal. O evento marcou a primeira agenda pública do presidente após retorno de viagem oficial à Europa.
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“Agora, quando eu viajar, eu vou tentar levar um pé de jabuticaba para o Xi Jinping, vou tentar levar um para o Trump para acalmar ele. Dizer para ele que jabuticaba é calmante. Levar maracujá. Por que sabe o que acontece? O Brasil tem um potencial extraordinário, mas, muitas vezes, nós não sabemos aproveitar“, afirmou.
Discurso destaca potencial agrícola do Brasil
Durante o evento, Lula utilizou o exemplo das frutas brasileiras para defender o fortalecimento do mercado interno e a valorização da produção nacional. Segundo ele, o país ainda subaproveita sua capacidade produtiva, especialmente no setor agrícola.
“Nós, brasileiros, ficamos muito preocupados em exportar os nossos produtos, mas muitas vezes a gente esquece que a gente tem um mercado extraordinário no país. Ou seja, um estado como São Paulo é muito maior que muitos países na Europa […]. Sós temos um mercado com uma classe média muito diversa, que pode consumir tudo aquilo que a gente pensa em vender para os europeus, para os chineses, para os americanos”, argumentou.
O presidente também criticou a falta de promoção dos produtos nacionais dentro do próprio país.
“O que acontece é que, muitas vezes, nós não fazemos propaganda daquilo que a gente produz. Às vezes, a gente esconde aquilo que a gente tem”, emendou.
Relação com EUA enfrenta novo momento de tensão
A fala ocorre em um cenário de desgaste recente nas relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos. O episódio mais recente envolve a prisão e posterior liberação do ex-deputado Alexandre Ramagem em território norte-americano.
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A situação provocou reações em cadeia entre os governos. As autoridades dos Estados Unidos determinaram a saída de um delegado da Polícia Federal brasileira que atuava no país, o que gerou resposta do governo brasileiro com base no princípio da reciprocidade.
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Esse tipo de medida é comum em relações internacionais quando um país adota ações consideradas hostis ou desproporcionais, levando o outro a responder de forma equivalente.
Estratégia discursiva e sinalização política
A declaração de Lula, embora em tom descontraído, ocorre em meio a um cenário sensível e pode ser interpretada como uma tentativa de suavizar publicamente a tensão diplomática. Ao mencionar frutas tipicamente brasileiras, como a jabuticaba — frequentemente associada a características únicas do país —, o presidente também reforçou o discurso sobre identidade nacional e potencial econômico.
Além disso, a inclusão do líder chinês Xi Jinping na fala indica a manutenção do equilíbrio diplomático entre grandes potências, tema recorrente na política externa brasileira.
Contexto segue em evolução
Apesar do tom leve adotado no discurso, o cenário entre Brasil e Estados Unidos segue em acompanhamento pelas autoridades diplomáticas. Não há, até o momento, sinalização oficial de agenda bilateral entre Lula e Trump.
A expectativa é que novos desdobramentos dependam das negociações em curso e de eventuais reuniões entre representantes dos dois países.
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