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Justiça Federal derruba habeas corpus e mantém prisão de MC Ryan SP, MC Poze e criador da Choquei após pedido da PF

Decisão ocorre após habeas corpus do STJ; Polícia Federal aponta risco de continuidade dos crimes e interferência nas investigações.

Por Natan AMPOST

23/04/2026 às 18:09 - Atualizado em 24/04/2026 às 07:23

Resumo


Justiça Federal decreta prisão preventiva de MC Ryan SP, MC Poze e criador da Choquei em investigação de R$ 1,6 bilhão. PF aponta risco de novos crimes e destruição de provas.

Notícias do Brasil – A Justiça Federal em Santos (SP) determinou, nesta quinta-feira (23), a prisão preventiva de MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e de Raphael Sousa Oliveira, além de outros investigados por participação em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro. A decisão foi tomada pela 5ª Vara Federal após novo pedido da Polícia Federal.

A medida ocorre poucos dias depois de o Superior Tribunal de Justiça (STJ) conceder habeas corpus aos investigados, ao considerar irregular o prazo de prisão temporária anteriormente decretado.

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Nova decisão muda cenário jurídico

Com base no avanço das investigações e na análise de provas coletadas durante a operação, a Polícia Federal solicitou a conversão das prisões temporárias em preventivas. O pedido foi aceito pela Justiça, que entendeu haver fundamentos para a manutenção da custódia dos investigados por tempo indeterminado.

Leia mais: Ministro do STJ manda soltar MC Ryan, MC Poze do Rodo e dono da pagina Choquei presos em operação da PF

Diferentemente da prisão temporária — que possui prazo definido e é utilizada em fases iniciais da investigação —, a prisão preventiva não tem limite fixo e pode ser mantida enquanto persistirem os motivos que a justificam.

Entre esses motivos, estão o risco de fuga, a possibilidade de interferência nas investigações e a continuidade de atividades criminosas.

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PF aponta risco à ordem pública

Segundo a Polícia Federal, a nova decisão se sustenta na gravidade do caso e no volume financeiro envolvido. As investigações indicam que o grupo teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão por meio de atividades ilícitas.

Entre os mecanismos apontados estão bets ilegais, rifas clandestinas, uso de empresas de fachada, “laranjas”, transações com criptomoedas e envio de recursos ao exterior. Também há suspeitas de ligação com tráfico internacional de drogas.

Para os investigadores, há risco concreto de que os envolvidos continuem operando o esquema caso permaneçam em liberdade, além da possibilidade de destruição de provas ou combinação de versões entre os suspeitos.

Habeas corpus havia beneficiado investigados

A decisão anterior do STJ, assinada pelo ministro Messod Azulay Neto, havia concedido habeas corpus com base na ilegalidade do decreto de prisão temporária por 30 dias.

Na avaliação do magistrado, a própria Polícia Federal havia solicitado inicialmente um prazo de apenas cinco dias, já esgotado no momento da análise, o que tornaria a manutenção da prisão irregular.

Apesar disso, o novo pedido da PF, com base em elementos adicionais, abriu caminho para a decretação da prisão preventiva, considerada juridicamente distinta.

Investigação teve origem em operações anteriores

O caso é desdobramento de investigações iniciadas em operações anteriores da Polícia Federal que apuram esquemas de lavagem de dinheiro associados a apostas ilegais e outras atividades ilícitas.

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As autoridades apontam que o grupo utilizava uma estrutura complexa para ocultar a origem dos recursos, com uso de tecnologia financeira e empresas intermediárias.

Repercussão e situação dos envolvidos

Após a nova decisão, a esposa de MC Ryan SP, Giovana Roque, foi vista deixando o Centro de Detenção Provisória de Belém, na zona leste de São Paulo, visivelmente abalada. O artista segue detido no local.

Os demais investigados também permanecem à disposição da Justiça enquanto o caso segue em apuração.

Processo segue em andamento

A investigação continua em curso e novas medidas não estão descartadas. A Justiça deve avaliar, ao longo do processo, a manutenção ou eventual revisão das prisões, conforme o avanço das apurações e apresentação de defesa pelos investigados.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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