Boletim da FVS aponta alta vacinação contra HPV e alerta para desafios no tratamento do câncer do colo do útero
Cobertura vacinal ultrapassa 94% no Amazonas, mas dados indicam demora no início do tratamento

FOTO: Euzivaldo Queiroz / Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar
Resumo
Novo boletim da FVS mostra avanço na vacinação contra HPV no Amazonas, com cobertura acima de 94% entre meninas. Apesar disso, ainda há desafios no diagnóstico e no início do tratamento do câncer do colo do útero.
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Notícias do Amazonas – A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) divulgou um novo boletim epidemiológico que destaca o avanço da vacinação contra o HPV no estado, ao mesmo tempo em que aponta desafios no diagnóstico e no acesso ao tratamento do câncer do colo do útero.
De acordo com o levantamento, a cobertura vacinal entre meninas de 9 a 14 anos chegou a 94,66% em 2024, indicando recuperação das estratégias de imunização após o período da pandemia.
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Avanço na prevenção
A vacinação contra o HPV é considerada a principal forma de prevenção primária da doença, com potencial para reduzir significativamente os casos e mortes nas próximas décadas.
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Segundo a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, o resultado reflete o esforço das equipes de saúde.
“A vacinação é uma das estratégias mais eficazes para reduzir o impacto do câncer do colo do útero no futuro. Esse avanço mostra o empenho das equipes em ampliar o acesso”, afirmou.
Dados ainda preocupam
Apesar do avanço na prevenção, o boletim revela que ainda há pontos de atenção. Entre 2020 e 2024, foram registrados 2.027 casos da doença em mulheres de 25 a 64 anos, com maior incidência na faixa entre 35 e 54 anos.
O número de exames também cresceu, ultrapassando 222 mil em 2023, o que indica maior busca por diagnóstico.
Desafio no tratamento
Um dos principais problemas apontados é o tempo para início do tratamento. Segundo os dados, 64,3% das mulheres começaram o atendimento especializado após mais de 60 dias do diagnóstico.
Para o diretor de Vigilância Epidemiológica da FVS-RCP, Alexsandro Melo, é necessário avançar na integração entre prevenção e assistência.
“Precisamos melhorar o acesso ao diagnóstico e garantir que o tratamento comece no tempo adequado, reduzindo desigualdades”, destacou.
Estratégia integrada
O boletim reforça que o enfrentamento da doença no Amazonas depende da combinação de vacinação, rastreamento regular e acesso rápido ao tratamento, levando em conta as dificuldades logísticas do estado.
O documento completo está disponível no site oficial da FVS-RCP.
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