Flávio Bolsonaro critica Lula e STF durante sabatina de Messias
Flávio afirmou que os julgamentos relacionados aos atos foram conduzidos de forma inadequada e criticou o ministro Alexandre de Moraes.
- Foto: Agência Senado
Resumo
Durante sabatina no Senado, Flávio Bolsonaro criticou o STF, Lula e defendeu anistia aos condenados do 8 de janeiro. Indicado Jorge Messias evitou entrar em temas políticos.
Notícias do Brasil – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou seu tempo de fala na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, nesta quarta-feira (29), para fazer críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro Alexandre de Moraes, durante a sabatina de Jorge Messias, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Críticas ao STF e ao julgamento do 8 de janeiro
Durante a sessão, Flávio Bolsonaro classificou como “farsa” o julgamento dos envolvidos nos atos de Atos de 8 de janeiro de 2023 e voltou a defender a concessão de anistia aos condenados. O parlamentar direcionou críticas ao papel do STF, especialmente à condução dos processos pelo ministro Alexandre de Moraes.
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O senador também mencionou discussões no Congresso relacionadas ao chamado PL da dosimetria, alegando que o debate teria sido influenciado por integrantes do Judiciário.
“Mais uma vez, um ministro do STF parecia que estava pilotando o relator desse projeto na Câmara”, afirmou.
FLÁVIO BOLSONARO APERTA JORGE MESSIAS NA SABATINA
“Você concorda que um ministro do STF pode interferir em outro Poder?”
E não parou por aí.
Flávio levantou uma bomba nos bastidores: segundo ele, a oposição estaria sendo pressionada — ou aprova Messias, ou o governo Lula… pic.twitter.com/cxYLdbhDXX
— Pri (@Pri_usabr1) April 29, 2026
Questionamento sobre interferência entre Poderes
Ainda durante a sabatina, Flávio Bolsonaro questionou o indicado ao STF sobre a possibilidade de interferência entre os Poderes da República.
Em resposta, Jorge Messias adotou tom cauteloso e evitou se posicionar diretamente sobre temas políticos em debate no Congresso.
“Não acredito que meu papel, caso aprovado por vossas excelências, seja apresentar manifestações antecipadas a respeito de qualquer assunto, muito menos interferir num debate político. Eu acho que um ministro da Suprema Corte pode atuar dentro do debate político quando solicitado para mediar conflitos”, declarou.
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Críticas ao governo federal
O senador também fez críticas ao governo federal ao associar diferentes escândalos de corrupção a períodos em que Lula esteve à frente do Executivo.
“Sempre é ele o presidente da República nos maiores escândalos de corrupção deste país. Foi assim no mensalão, em 2003, petrolão, em 2007, e agora Banco Master e roubo dos aposentados do INSS”, afirmou.
Resposta sobre caso do INSS
Ao comentar denúncias relacionadas a descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social, Jorge Messias não citou diretamente o presidente Lula, mas destacou a atuação da Advocacia-Geral da União no enfrentamento das irregularidades.
Segundo ele, foram adotadas medidas como bloqueio de bens de entidades envolvidas e ações para ressarcimento de valores desviados.
“Eu tenho muito orgulho de ter trabalhado desde o primeiro dia em que a fraude foi revelada, a partir da Operação Sem Desconto, a partir do trabalho dos órgãos de controle, da Controladoria-Geral da União e da Polícia Federal”, afirmou.
Indicação ao STF
Jorge Messias foi indicado ao STF por Lula em novembro do ano passado, iniciando articulações junto a senadores para viabilizar sua aprovação. A formalização da indicação ocorreu em abril, abrindo caminho para a sabatina na CCJ.
A etapa é parte do processo constitucional para escolha de ministros da Suprema Corte, que depende de aprovação do Senado Federal.
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