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Resumo
Um debate na Câmara de Manaus sobre os impactos da privatização da refinaria local foi marcado por críticas ao modelo atual de preços dos combustíveis. Parlamentares e representantes do sindicato apontaram perda de influência da Petrobras e cobraram mais transparência e investimentos no setor.
Notícias de Manaus – O Grupo Atem, proprietário da Refinaria da Amazônia (Ream), foi duramente criticado nesta quarta-feira (29) na Câmara Municipal de Manaus que foi palco de um debate intenso sobre os impactos da privatização da refinaria no governo Bolsonaro. A discussão, proposta pelo vereador José Ricardo, reuniu parlamentares e representantes do Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro-AM).
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Durante a sessão, vereadores como Rodrigo Guedes criticaram o atual modelo de gestão e a política de preços dos combustíveis, apontando reflexos diretos no custo de vida da população.
Parlamentares cobram transparência e mais investimentos
Os participantes do debate destacaram preocupações com a baixa capacidade de produção da refinaria e questionaram a falta de investimentos estruturais. Também foram feitas cobranças por maior transparência por parte do grupo responsável pela unidade, além de alertas às autoridades sobre os impactos econômicos na região.
Sindicato aponta perda de influência da Petrobras
Durante a discussão, o presidente do sindicato, Marcos Vinícius Ribeiro, afirmou que a Petrobras deixou de ter influência na definição dos preços dos combustíveis no Amazonas.
“Hoje a Petrobras não influencia mais em nada nos preços dos combustíveis no Amazonas e nem na nossa região, a região Norte. O que a gente vê de posto Petrobras não pertence à Petrobras, pertence ao grupo que comprou a BR Distribuidora, que é o grupo Vibra. Então hoje a Petrobras não influencia em nada no preço da gasolina, no preço do botijão de gás.”
Críticas à política de abastecimento e produção
O dirigente também criticou a estratégia adotada pelo grupo que adquiriu a refinaria, apontando prioridade na importação de combustíveis em detrimento da produção local.
“Hoje o grupo que comprou a refinaria prefere dar prioridade a trazer combustíveis de outros países do que refinar no nosso Estado ou aumentar a capacidade de produção. Falam que estão investindo em modernização, mas a gente não vê isso na prática.”