Governo liberou R$ 2,4 bilhões em emendas antes de sabatina de Messias
A movimentação ocorreu após o envio do nome de Messias ao Senado, no início de abril, e fez parte de uma estratégia do Executivo.
- Foto: PR
Resumo
O governo federal intensificou a liberação de emendas parlamentares em abril, alcançando mais de R$ 2,4 bilhões, no período que antecedeu a sabatina de Jorge Messias ao STF. Apesar da articulação, o Senado rejeitou a indicação, em um resultado considerado histórico.
Notícias do Brasil – O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou a execução de emendas parlamentares no mês de abril, liberando mais de R$ 2,4 bilhões a senadores no período que antecedeu a análise da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).
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Os dados mostram um aumento expressivo no volume de empenhos em comparação com março, com crescimento superior a 12 vezes nas liberações de emendas individuais.
Estratégia política para aprovação no Senado
A movimentação ocorreu após o envio do nome de Messias ao Senado, no início de abril, e fez parte de uma estratégia do Executivo para garantir apoio político à indicação.
Mesmo sendo de execução obrigatória ao longo do ano, as emendas parlamentares costumam ter sua liberação acelerada conforme o interesse do governo em votações relevantes no Congresso.
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Senadores mais beneficiados
Entre os parlamentares que mais receberam recursos no período, destacam-se:
- Eduardo Braga, com cerca de R$ 71,8 milhões
- Romário, com aproximadamente R$ 69 milhões
- Jader Barbalho
- Renan Calheiros
Os valores fazem parte de um levantamento com base em dados oficiais do sistema Siga Brasil.
Indicação rejeitada em votação histórica
Senado barra nome indicado ao STF
Apesar da articulação e da aprovação prévia na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o plenário do Senado rejeitou a indicação de Messias por 42 votos a 34.
O resultado representou um marco histórico, sendo a primeira vez em mais de um século que um nome indicado ao STF foi recusado pelo Senado.
O caso mais próximo ocorreu em 1894, com a indicação de Cândido Barata Ribeiro, que não chegou a ser confirmada.
A rejeição é considerada uma derrota significativa para o governo federal, evidenciando dificuldades na articulação política no Congresso, mesmo com esforços para consolidar apoio entre parlamentares.
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