Presidente da Câmara demite assessor de Janones que interrompeu entrevista de deputado do PL para gritar “Lula reeleito”
Servidor ligado a André Janones foi dispensado após interferir em entrevista de Cabo Gilberto Silva no Salão Verde.
- Foto: Reprodução
Resumo
O presidente da Câmara, Hugo Motta, exonerou um assessor parlamentar que interrompeu entrevista do deputado Cabo Gilberto Silva com um grito político. O caso ocorreu no Salão Verde e gerou reação institucional.
Notícias do Brasil – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, determinou a exoneração do assessor parlamentar Bernardo Moreira Amado Barros após ele interromper uma entrevista do deputado federal Cabo Gilberto Silva com um grito de teor político. O episódio ocorreu na noite de quinta-feira (30), dentro das dependências da Casa, e repercutiu entre parlamentares.
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Interferência durante entrevista
A manifestação aconteceu no Salão Verde da Câmara, espaço tradicional de entrevistas e circulação de autoridades. Enquanto Cabo Gilberto concedia entrevista à GloboNews, o assessor apareceu ao fundo e gritou uma frase de cunho político, interrompendo momentaneamente a fala do parlamentar.
“Anistia é o caralh*. Lula reeleito”, gritou o servidor.
O episódio ocorreu logo após a análise legislativa relacionada ao chamado PL da dosimetria, tema que vinha mobilizando debates no Congresso.
Leia também: Flávio Bolsonaro celebra aniversário no Congresso em meio à derrubada de veto de Lula ao PL da dosimetria
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Ligação com gabinete parlamentar
Bernardo Moreira ocupava cargo comissionado como secretário parlamentar no gabinete do deputado federal André Janones. A função é de livre nomeação e exoneração, com remuneração registrada em cerca de R$ 7,9 mil.
Após a repercussão do caso, a Presidência da Câmara optou pela exoneração imediata do servidor, medida considerada administrativa e sem necessidade de processo disciplinar prévio, dada a natureza do cargo.
Reação e posicionamento
Em nota, Cabo Gilberto classificou a atitude como inadequada ao ambiente institucional. Segundo o deputado, a conduta representou “desrespeito” e comprometeu o decoro esperado dentro do Parlamento.
Ele também afirmou que medidas seriam adotadas para evitar novos episódios semelhantes, reforçando a necessidade de respeito às normas internas da Câmara.
Clima político e impacto
O caso ocorre em meio a um ambiente político já tensionado por debates recentes no Congresso. A interferência em uma entrevista, ainda que breve, ampliou a discussão sobre comportamento de servidores e limites da atuação política dentro das estruturas institucionais.
A exoneração sinaliza uma resposta rápida da Presidência da Casa diante de situações que possam comprometer a imagem do Legislativo.
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