Caixa de Cetamina é apreendida na casa de influenciadora presa por tráfico em Manaus
Polícia aponta participação da influenciadora na distribuição de drogas sintéticas em festas eletrônicas de Manaus.
- Foto: AM POST
Resumo
Uma caixa de Cetamina foi encontrada na casa da influenciadora Gabriela Gadelha, presa em Manaus por suspeita de tráfico de drogas sintéticas. O caso relembra os riscos da substância e sua associação com festas eletrônicas.
Notícias policiais – Uma caixa de Cetamina foi encontrada dentro da casa da influenciadora Gabriela Gadelha presa juntamente com o namorado identificado apenas como Perrone um terceiro suspeito na noite de quinta-feira (30), no bairro Dom Pedro, zona centro-oeste de Manaus. A substância, conhecida por seus efeitos dissociativos e uso recreativo em festas, voltou ao centro das atenções no Amazonas após episódios recentes envolvendo seu consumo.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
A ação policial ocorreu em uma kitnet, após denúncia anônima indicar que o imóvel funcionava como ponto de armazenamento e distribuição de drogas sintéticas.
Segundo a Polícia Militar do Amazonas, ao chegarem ao local, os agentes perceberam um odor forte característico de entorpecentes. Dentro da residência, foram encontradas substâncias espalhadas sobre uma mesa, além da caixa de Cetamina, confirmando a suspeita de atividade ilícita.
No imóvel, estavam Gabriela, seu namorado — identificado apenas como Perrone — e um terceiro homem, que, conforme os policiais, estaria no local para adquirir drogas.
Gabriela possui 105 mil seguidores no Instagram e se apresenta na biografia do perfil com as descrições “♀️ Life & Gym | Equilíbrio real, ⚡️ Electronic Music”. Ela também divulga casas de apostas e mantém diversos registros em festas eletrônicas, ambiente que, segundo a polícia, está diretamente relacionado ao tipo de droga apreendida.
Contexto da prisão
Segundo o capitão da Polícia Militar Ítalo Faustino, o material apreendido indica atuação voltada ao público de festas eletrônicas.
“A equipe deteve os indivíduos, fez uma revista na casa. A gente encontrou inclusive uma caixa Cetamina, um medicamento que ficou famoso no Amazonas pela tragédia do caso Djidja, medicamento estava sendo usado por esse trio”, afirmou.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
- Foto: Caio Guarlotte/AM POST
Ele também destacou o perfil de comercialização das drogas: “É perceptível que esse indivíduos utilizam esse material para vender em festas de músicas eletrônicas, as famosas raves, então é um material já direcionado para uma galera específica que frequenta esses eventos. O homem confessa que esse material vem de fora do estado, ele faz o embalo, distribuição e venda. A namorada dele infelizmente é uma influenciadora com mais de 100 mil seguidores e a gente percebe que até no perfil dela faz muita referência a festa de música eletrônica”.
Os três foram conduzidos à delegacia e devem responder por tráfico de entorpecentes. O caso segue em investigação.
O que é a Cetamina e por que preocupa
A Cetamina é um anestésico de uso médico controlado, mas também é utilizada ilegalmente como droga recreativa. Seus efeitos incluem sensação de dissociação, alucinações e perda de percepção da realidade, o que pode levar a riscos graves, especialmente quando consumida fora de ambiente clínico.
No Amazonas, a substância ganhou notoriedade após o caso da empresária e ex-sinhazinha do Boi Garantido no Festival de Parintins, Djidja Cardoso, que foi encontrada morta em maio de 2024 dentro de casa, em Manaus por consequências severas associadas ao uso inadequado da droga.
Leia mais: Caso Djidja Cardoso: Fornecedor de Ketamina é preso na terceira fase da Operação Mandrágora
Dias após a morte de Djidja Cardoso, a Polícia Civil do Amazonas deflagrou a Operação Mandrágora, que resultou na prisão de Cleusimar e Ademar Cardoso — mãe e irmão da ex-sinhazinha — além de Verônica Seixas, Claudiele da Silva e Marlisson Vasconcelos, todos funcionários da família. Segundo as investigações, eles eram responsáveis por fornecer e aplicar, de forma indiscriminada, a droga cetamina durante rituais religiosos realizados dentro do grupo liderado pela família.
Investigação continua
Todo o material apreendido foi encaminhado para perícia. Os três foram conduzidos para a delegacia e devem responder pelo crime de tráfico de entorpecentes. O caso segue sob investigação para apurar possíveis desdobramentos.
- Foto: Caio Guarlotte/AM POST
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos










