Ministério Público denuncia Marcinho VP, a mulher e o filho Oruam
Investigação aponta que liderança do Comando Vermelho continuava ativa mesmo após mais de 20 anos de prisão.
- Foto: reprodução
Resumo
O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou Marcinho VP, familiares e aliados por organização criminosa e lavagem de dinheiro. Investigação aponta uso de empresas e carreira musical para ocultar recursos do tráfico.
Notícias do Brasil – O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou à Justiça o traficante Márcio Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, além da esposa, do filho Mauro Nepomuceno, o Oruam, e outros nove investigados por envolvimento em organização criminosa e lavagem de dinheiro. A ação é resultado de investigações que apontam a movimentação de recursos do tráfico de drogas em comunidades do Rio de Janeiro.
Estrutura criminosa e atuação mesmo preso
De acordo com a denúncia, apresentada pela 3ª Promotoria de Investigação Penal Especializada, Marcinho VP, mesmo preso há mais de duas décadas, ainda exercia papel de liderança dentro do Comando Vermelho.
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Atualmente custodiado em um presídio federal de segurança máxima em Campo Grande (MS), ele continuaria tomando decisões estratégicas e controlando a movimentação financeira da organização.
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A investigação detalha que o grupo operava de forma estruturada, com divisão clara de funções, o que permitia a continuidade das atividades ilícitas mesmo com a liderança encarcerada.
Núcleo familiar no centro das operações
Segundo o Ministério Público, a esposa de Marcinho VP, Marcia Gama Nepomuceno, atuava como gestora financeira do esquema. Ela seria responsável por receber valores em espécie oriundos do tráfico e coordenar a ocultação desses recursos.
Ainda conforme a denúncia, os valores eram convertidos em patrimônio por meio da aquisição de empresas, imóveis e fazendas, estratégia comum em esquemas de lavagem de dinheiro.
O filho do casal, Oruam, também aparece como beneficiário direto das operações. As investigações indicam que ele recebia recursos ilícitos e utilizava sua carreira musical como forma de justificar o crescimento patrimonial, levantando suspeitas sobre a origem dos valores.
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Quatro núcleos organizados
O MPRJ descreve que a organização criminosa era dividida em quatro núcleos principais, cada um com funções específicas para manter o esquema ativo.
O primeiro é o núcleo de liderança encarcerada, comandado por Marcinho VP, responsável pelas decisões estratégicas e controle financeiro.
O segundo é o núcleo familiar, composto por Marcia Nepomuceno e Oruam, que atuava como intermediário na execução das ordens e na gestão de bens.
Há ainda o núcleo de suporte operacional, que auxiliava na ocultação de patrimônio e na movimentação de recursos, e o núcleo de liderança operacional, presente nas comunidades, responsável diretamente pelo tráfico de drogas e repasse de valores.
Operação policial e próximos passos
Durante a semana, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão contra os denunciados.
A denúncia agora será analisada pela Justiça, que decidirá sobre o recebimento da acusação e eventual abertura de ação penal contra os envolvidos.
O caso reforça o entendimento das autoridades de que organizações criminosas mantêm estruturas complexas e adaptáveis, capazes de operar mesmo com lideranças presas, utilizando familiares e atividades aparentemente legais para sustentar o fluxo financeiro ilícito.
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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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