PC-AM solicita remoção de Melqui Galvão para São Paulo
O suspeito está preso em Manaus desde o fim de abril, enquanto aguarda decisão sobre o pedido de transferência.
- Foto: Redes Sociais
Resumo
A Polícia Civil do Amazonas solicitou à Justiça a transferência do professor de jiu-jítsu Melqui Galvão para São Paulo, onde estão concentradas as investigações sobre denúncias de abuso sexual contra alunas. O suspeito segue preso em Manaus e afastado das funções públicas.
Notícias de Polícia – A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) pediu autorização judicial para transferir o professor de jiu-jítsu Melqui Galvão para o estado de São Paulo, onde o caso envolvendo denúncias de abuso sexual é investigado. A informação foi confirmada pelo delegado Guilherme Torres.
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O suspeito está preso em Manaus desde o fim de abril e permanece à disposição da Justiça enquanto aguarda decisão sobre o pedido de transferência.
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Denúncias envolvem alunas e incluem caso no exterior
As investigações tiveram início após uma adolescente de 17 anos denunciar atos libidinosos não consentidos supostamente cometidos pelo treinador durante uma competição internacional. A jovem foi ouvida pelas autoridades, assim como familiares.
Além dela, outras duas possíveis vítimas foram identificadas, incluindo um caso que teria ocorrido quando a vítima tinha apenas 12 anos, segundo a polícia.
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Servidor público foi afastado das funções
Melqui Galvão também é servidor efetivo da Polícia Civil e atuava na área de capacitação, ministrando treinamentos de defesa pessoal. Após a prisão, ele foi afastado cautelarmente das atividades.
A corporação instaurou procedimento interno para apurar a conduta do servidor, enquanto a Corregedoria-Geral do Sistema de Segurança Pública acompanha o caso e deve conduzir processo administrativo disciplinar.
Prisão ocorreu após coleta de provas e depoimentos
A prisão temporária foi decretada pela Justiça com base em elementos reunidos pela Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher, que investiga o caso.
Segundo a polícia, há registros e depoimentos que indicam tentativas do investigado de evitar a denúncia, incluindo promessa de compensação financeira. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao suspeito no interior de São Paulo.
Conhecido no cenário do jiu-jítsu, Melqui Galvão é pai do atleta Mica Galvão, que se manifestou publicamente após a prisão. Em nota, ele afirmou viver um momento difícil, mas destacou que repudia qualquer forma de violência e defendeu a apuração rigorosa dos fatos.
O caso tem gerado forte repercussão na comunidade esportiva, enquanto as investigações seguem para identificar possíveis novas vítimas.
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