Caso Melqui Galvão: atletas acusam professor de jiu-jítsu de manter ciclo de abusos por mais de uma década
Relatos de Brenda Larissa e outras vítimas expõem crimes sexuais e perseguição cometidos por Melquisideque Galvão, preso em Manaus

FOTO: Reprodução
Resumo:
Atletas amazonenses, lideradas por Brenda Larissa, denunciam um histórico de 14 anos de abusos sexuais e tortura psicológica cometidos pelo investigador da PC-AM, Melquisideque Galvão. O policial foi preso em Manaus após investigações da Justiça de São Paulo por estupro de vulnerável e coação, crimes que ocorriam sob o pretexto de apoio à carreira esportiva das vítimas.
Notícias de Polícia – A lutadora Brenda Larissa utilizou suas redes sociais nesta segunda-feira (5) para realizar um desabafo contundente sobre os anos de violência que sofreu. Em um vídeo detalhado, a atleta denunciou o investigador da Polícia Civil do Amazonas, Melquisideque de Lima Galvão Ferreira, conhecido como “Melqui”, por abusos sexuais e tortura psicológica que se estenderam por mais de uma década.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Leia também: Saiba quem é Melqui Galvão, treinador preso em Manaus por suspeita de crimes sexuais contra adolescentes
Prisão e Investigação
Melquisideque foi detido na última terça-feira (28/04). O mandado de prisão temporária foi expedido pela Justiça de São Paulo, onde ele é investigado por:
Estupro de vulnerável e importunação sexual;
Ameaça e invasão de aparelhos eletrônicos (dispositivos informáticos).
Além da prisão, foram realizados três mandados de busca e apreensão na cidade de Jundiaí (SP). O caso é conduzido pela 2ª Vara de Crimes Praticados contra Crianças e Adolescentes de São Paulo.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
O Modus Operandi: Vulnerabilidade como Alvo
Brenda Larissa explicou como o investigador se aproximava das famílias. Aproveitando-se da situação financeira precária da atleta e de sua mãe, ele oferecia suporte educacional, equipamentos esportivos e patrocínios em troca de “dedicação e obediência”.
“Ele disse que tudo aquilo não era de graça e que eu teria que pagar. Paguei da pior forma possível”, relatou a atleta, descrevendo o início dos abusos sexuais após a conquista da confiança familiar.
Retaliação e Coação
As denúncias apontam que o controle de Melqui não se limitava aos abusos físicos. Brenda narrou que, ao tentar se afastar da academia do investigador, passou a ser alvo de perseguição sistemática:
Boicote Profissional: Ele teria influenciado patrocinadores a cortarem o apoio às atletas que o deixavam.
Pressão Psicológica: Envio constante de mensagens de coação para manter as vítimas sob seu domínio em Manaus.
Novas Vozes: O Surgimento de Outras Vítimas
Após a repercussão do caso e a prisão do investigador, outras atletas romperam o silêncio. Brenda descobriu que sua própria irmã também havia sido vítima de estupro cometido pelo mesmo homem.
A atleta Lívia Barasine também se manifestou publicamente, reforçando o sentimento de traição de confiança. Ela destacou que Melqui era visto como um líder admirável por pais e alunos. Barasine relatou ter sofrido tentativas de silenciamento não apenas pelo abusador, mas por pessoas próximas a ele, que tentaram inverter a culpa e ameaçar sua carreira esportiva.
Status do Caso
As investigações ganharam força na 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Paulo após a denúncia de uma ex-aluna de 17 anos. Outras duas vítimas confirmaram os abusos, incluindo relatos de crimes ocorridos quando uma delas tinha apenas 12 anos.
Atualmente, Melquisideque Galvão Ferreira permanece custodiado em Manaus, onde aguarda os desdobramentos judiciais à disposição da Comarca de São Paulo.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos





