Lula sanciona lei que endurece penas para furto, roubo e golpes eletrônicos no Brasil
Lei que aumenta penas para crimes como furto, roubo e estelionato, com foco em fraudes eletrônicas e roubo de cabos.
- Foto: Reprodução/ChatGPT
Resumo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou lei que aumenta penas para crimes como furto, roubo e estelionato, com foco em fraudes eletrônicas e roubo de cabos.
Notícias do Brasil – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma nova lei que amplia as penas para crimes patrimoniais em todo o país. A medida, publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira (4), altera punições para delitos como furto, roubo, estelionato e receptação, além de estabelecer regras mais rígidas para fraudes eletrônicas e crimes envolvendo infraestrutura essencial.
A mudança faz parte de um pacote legislativo voltado ao endurecimento do combate à criminalidade, especialmente em áreas que vêm registrando aumento de ocorrências, como golpes digitais e furtos de equipamentos públicos.
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Penas maiores para furto e roubo
Com a nova legislação, o crime de furto passa a ter pena de um a seis anos de reclusão, além de multa. O tempo de prisão pode ser ampliado caso o delito ocorra durante o período noturno, circunstância considerada agravante.
Nos casos de furto qualificado, a pena sobe para dois a oito anos de prisão. A punição é ainda mais severa quando o crime envolve bens que afetam serviços essenciais, como equipamentos públicos que garantem funcionamento de hospitais, sistemas de energia ou comunicação.
Já o roubo — que envolve violência ou ameaça — também teve suas penalidades ajustadas. Para determinadas situações específicas, como roubo de veículos, celulares, armas ou até animais, a lei estabelece pena de quatro a dez anos de reclusão, além de multa.
Combate direto a crimes contra infraestrutura
Um dos pontos de destaque da nova norma é o foco no roubo de fios e cabos de energia, prática que tem causado prejuízos recorrentes em diversas regiões do país. Nesses casos, a pena passa a variar de dois a oito anos de prisão.
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Além disso, crimes de roubo e extorsão podem resultar em condenações de seis a dez anos de reclusão, dependendo das circunstâncias.
A intenção, segundo o texto legal, é proteger serviços essenciais e reduzir impactos diretos na população, como apagões, falhas de comunicação e interrupções em serviços públicos.
Golpes eletrônicos entram no radar
Outro avanço da legislação está no endurecimento contra fraudes digitais. O estelionato, de forma geral, passa a ter pena de um a cinco anos de reclusão e multa.
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No entanto, quando o crime é cometido por meio eletrônico — como golpes em redes sociais, aplicativos ou mensagens — a punição aumenta significativamente, podendo variar de quatro a oito anos de prisão.
A lei também prevê agravantes quando o criminoso utiliza dados obtidos por terceiros ou induz a vítima ao erro por meio de engenharia social, prática comum em fraudes online.
Receptação também sofre mudança
A legislação altera ainda a pena para o crime de receptação, que envolve adquirir ou comercializar produtos de origem ilícita. A nova punição passa a ser de dois a seis anos de reclusão, além de multa.
O objetivo é atingir não apenas quem pratica o crime principal, mas também a cadeia que sustenta a circulação de bens roubados ou furtados.
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Veto presidencial altera trecho da proposta
Apesar de sancionar a maior parte do texto, o presidente vetou um dos dispositivos aprovados pelo Congresso Nacional. O trecho previa pena de 16 a 24 anos de prisão para casos de roubo com violência que resultasse em lesão corporal grave.
Na justificativa, o governo federal argumentou que a proposta criaria um desequilíbrio no Código Penal, já que a pena mínima prevista seria superior à aplicada em casos de homicídio qualificado.
Segundo o Palácio do Planalto, a medida poderia comprometer a coerência do sistema penal brasileiro, mesmo diante da intenção de aumentar o rigor das punições.
Impacto e próximos passos
A nova lei já está em vigor e deve impactar diretamente investigações, julgamentos e condenações em todo o país. Especialistas avaliam que o endurecimento das penas pode funcionar como instrumento de dissuasão, embora o efeito prático dependa também de fiscalização e aplicação efetiva das normas.
Com o avanço dos crimes digitais e o aumento de prejuízos causados por furtos de infraestrutura, a expectativa é que a legislação contribua para reduzir esses índices e fortalecer a segurança pública.
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