Padrasto de adolescente que matou servidoras em escola no Acre é solto após depoimento
Homem assinou TCO e vai responder por possível negligência na guarda da arma

FOTO: Acre News
Resumo:
Ataque a tiros em escola no Acre deixa duas servidoras mortas e dois feridos. Adolescente de 13 anos foi apreendido após o crime em Rio Branco.
Notícias do Brasil – O padrasto do adolescente de 13 anos suspeito de realizar um ataque a tiros no Instituto São José, em Rio Branco, foi liberado pela polícia após prestar depoimento nesta quarta-feira (6).
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Segundo a Polícia Civil do Acre, a arma utilizada no crime pertence ao homem, que assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e responderá, inicialmente, por possível negligência na guarda do armamento.
Leia também: Aulas são suspensas em escola de Rio Branco após ataque que deixou 2 mortos em escola
Ataque deixou duas servidoras mortas
O atentado ocorreu dentro da escola na terça-feira (5) e terminou com duas servidoras mortas. As vítimas foram identificadas como Alzenir Pereira da Silva, de 53 anos, e Raquel Sales Feitosa, de 37.
Além delas, uma coordenadora da instituição e uma estudante de 11 anos também foram baleadas, mas receberam atendimento médico e tiveram alta ainda no mesmo dia.
O adolescente, apontado como autor dos disparos, foi apreendido após se apresentar no Comando-Geral da Polícia Militar.
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FOTO: Reprodução
Defesa diz que padrasto colabora com investigações
A defesa do homem afirmou, em nota, que ele não teve participação no ataque e vem colaborando com as autoridades desde o início das investigações.
“Tem colaborado integralmente com as autoridades, tendo se apresentado voluntariamente tão logo soube do ocorrido”, diz trecho do comunicado divulgado pelos advogados.

Escola onde ocorreu ataque amanheceu fechada nesta quarta-feira (6) — Foto: Richard Lauriano
Polícia investiga duas frentes
De acordo com a Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Acre, duas investigações seguem em andamento.
A primeira apura o ato infracional cometido pelo adolescente. Já a segunda tenta esclarecer se houve falha na guarda da arma utilizada no ataque.
O delegado-geral Pedro Paulo Buzolin informou que o celular do menor foi apreendido e será periciado para ajudar a identificar a motivação do crime.
Aulas seguem suspensas
Após a tragédia, as aulas das redes pública e privada foram suspensas até sexta-feira (8) em Rio Branco.
O caso causou forte comoção no estado e mobilizou equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Samu e Instituto Médico Legal (IML).
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