Após rejeição de Messias, governo busca diálogo com Alcolumbre
Encontro ocorre dias após o Senado barrar indicação de Jorge Messias ao Supremo e sinaliza tentativa de reconstrução da base governista.
- Foto: Agência Senado
Resumo
Após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF pelo Senado, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, se reúne com o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães. O encontro marca a tentativa de reaproximação entre governo Lula e Senado, após desgaste político causado pela derrota.
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Notícias do Brasil – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), recebe nesta quarta-feira (6) o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, em um movimento que indica tentativa de recomposição política entre o Congresso e o Palácio do Planalto.
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A reunião foi solicitada pelo próprio ministro e acontece cerca de uma semana após a rejeição da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), episódio que expôs fragilidade na articulação do governo.
Primeiro encontro após derrota no Senado
Este será o primeiro encontro presencial entre Alcolumbre e Guimarães desde a votação que resultou na derrota do governo. Nos bastidores, o presidente do Senado foi apontado como um dos principais articuladores do movimento que barrou o nome de Messias.
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A conversa deve ocorrer na residência oficial do Senado e foi alinhada durante evento institucional na Câmara dos Deputados.
Incômodo no Planalto
A rejeição do nome de Messias gerou desconforto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que viu na articulação de Alcolumbre um gesto político adverso. Apesar disso, o governo evita ampliar o conflito, reconhecendo a importância do senador para a tramitação de projetos estratégicos.
Entre as prioridades do Executivo estão propostas como a PEC que trata do fim da escala de trabalho 6×1 e a PEC da Segurança Pública.
Bastidores e articulações políticas
Aliados do governo apontam que a derrota no Senado pode ter sido resultado de um acordo envolvendo diferentes atores políticos. A avaliação interna é de que houve uma convergência de interesses que ultrapassou divergências partidárias.
Mesmo sem consenso sobre os motivos da rejeição, o Planalto ainda considera possível retomar a indicação de Jorge Messias ao STF, desde que haja uma articulação mais sólida com os senadores para evitar novo revés.
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