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Anvisa intensifica fiscalização de canetas emagrecedoras após aumento de complicações

Novo plano da Anvisa busca monitorar efeitos colaterais e combater uso irregular de medicamentos à base de GLP-1.

Por Beatriz Silveira

06/05/2026 às 19:35 - Atualizado em 16/06/2026 às 16:36

canetas emagrecedoras

Canetas emagrecedoras  • aniloraix/Freepik

Resumo

A Anvisa anunciou um novo Plano de Farmacovigilância Ativa para intensificar o monitoramento das chamadas canetas emagrecedoras no Brasil. A medida surge diante do aumento expressivo do consumo desses medicamentos, especialmente fora das indicações aprovadas, e do crescimento das notificações de efeitos adversos. O objetivo é acompanhar de forma mais rigorosa os riscos relacionados ao uso dos medicamentos agonistas do receptor GLP-1.

Notícias do Brasil – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta quarta-feira (6) a criação de um Plano de Farmacovigilância Ativa voltado ao monitoramento das chamadas canetas emagrecedoras no Brasil.

A iniciativa representa uma mudança na estratégia da agência reguladora, que deixará de depender apenas de notificações espontâneas feitas por pacientes e profissionais da saúde para adotar um modelo de acompanhamento mais ativo e sistemático.

Uso fora da bula preocupa autoridades sanitárias

O foco da nova ação é acompanhar os efeitos adversos relacionados aos medicamentos agonistas do receptor GLP-1, grupo utilizado principalmente no tratamento do diabetes e da obesidade.

Segundo a Anvisa, o aumento do uso desses medicamentos fora das indicações aprovadas e sem acompanhamento médico adequado tem preocupado as autoridades sanitárias.

Durante reunião pública da diretoria da agência, o diretor Thiago Lopes Cardoso Campos afirmou que o crescimento do consumo tem sido acompanhado pelo aumento das complicações relacionadas ao uso dessas substâncias.

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Mais de 2 mil notificações de efeitos adversos

De acordo com dados apresentados pela Anvisa, entre 2018 e março de 2026 foram registradas 2.965 notificações de eventos adversos associados aos medicamentos, principalmente ligados ao uso da semaglutida.

A agência também alertou para o avanço da circulação de produtos falsificados, manipulados sem controle adequado ou comercializados sem garantia de origem.

Segundo o diretor, medicamentos irregulares representam riscos graves à saúde por não oferecerem segurança sobre qualidade, esterilidade, dosagem e eficácia.

Monitoramento contará com hospitais e Rede Sentinela

O plano contará com apoio da Rede Sentinela, formada por hospitais, instituições de ensino, laboratórios e serviços de assistência farmacêutica em todo o país.

A ação também terá participação da HU Brasil, responsável pelos hospitais universitários federais, além de cooperação com a Polícia Federal para reforçar ações de fiscalização e combate à venda irregular dos medicamentos.

Anvisa defende vigilância mais rigorosa

O diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, afirmou que o crescimento do interesse pelas canetas emagrecedoras exige atuação firme da agência reguladora.

Segundo ele, a farmacovigilância ativa permitirá identificar de forma mais rápida possíveis efeitos adversos e ampliar a capacidade de análise dos riscos associados ao uso desses medicamentos.

A agência destacou ainda que o acompanhamento pós-comercialização é essencial para identificar riscos raros ou associados ao uso inadequado dos produtos.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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