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Flávio Dino pede vista e trava julgamento da Lei dos Royalties que pode mudar divisão bilionária

Pedido de vista de Flávio Dino interrompe análise após 13 anos; relatora vota contra lei que redistribui recursos do petróleo.

Por Natan AMPOST

07/05/2026 às 16:53 - Atualizado em 16/06/2026 às 16:21

Resumo


O STF suspendeu novamente o julgamento da Lei dos Royalties do petróleo após pedido de vista do ministro Flávio Dino. A relatora, Cármen Lúcia, votou pela inconstitucionalidade da norma que alterou a distribuição dos recursos entre estados e municípios.


Notícias do Brasil – A interrupção ocorreu logo após o voto da relatora Cármen Lúcia, que se posicionou pela inconstitucionalidade da Lei 12.734/2012. Com o pedido de vista, não há previsão para retomada do julgamento.

O tema é considerado sensível por envolver a repartição de recursos provenientes da exploração de petróleo, impactando diretamente as finanças de estados produtores e não produtores.

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O que está em discussão

A Lei dos Royalties alterou regras de distribuição desses recursos, reduzindo a participação da União de 30% para 20% e ampliando a fatia destinada a estados e municípios que não produzem petróleo.

Além disso, a norma criou mecanismos de redistribuição por meio de fundos específicos, buscando ampliar o acesso aos recursos em nível nacional.

Leia mais: Ministra Cármen Lúcia mantém processo sobre divisão de royalties de petróleo parado no STF há 13 anos

No entanto, a constitucionalidade dessas mudanças vem sendo questionada desde 2013, quando ações foram protocoladas no STF.

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Voto da relatora

Ao apresentar seu voto, Cármen Lúcia destacou que a Constituição estabelece que a exploração do petróleo é monopólio da União, mas garante compensações financeiras aos entes afetados pela atividade.

Segundo a ministra, não há obrigação constitucional de repartir os royalties de forma igualitária entre todos os estados, especialmente os que não participam diretamente da produção.

Para ela, eventuais distorções na distribuição devem ser corrigidas, mas não por meio de uma legislação que desrespeite princípios constitucionais.

Impacto para estados produtores

A discussão ganhou força após o estado do Rio de Janeiro ingressar com ação no STF questionando a validade da lei. O argumento principal é que a mudança afetaria receitas já comprometidas, contratos firmados e o equilíbrio fiscal.

Segundo dados apresentados no processo, o estado estimou perdas imediatas superiores a R$ 1,6 bilhão, com impacto acumulado que poderia chegar a R$ 27 bilhões até 2020.

Outros estados produtores também acompanham o caso de perto, diante do potencial impacto financeiro.

Histórico do caso

A Lei dos Royalties foi sancionada em 2012 e rapidamente se tornou alvo de disputas judiciais. Em 2013, a própria Cármen Lúcia concedeu liminar suspendendo seus efeitos, atendendo a pedidos de estados produtores.

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Desde então, o tema permaneceu sem decisão definitiva, gerando insegurança jurídica e disputas políticas sobre a divisão dos recursos.

A retomada do julgamento, agora em 2026, reacendeu o debate sobre o modelo de repartição.

O que pode acontecer

Com a suspensão do julgamento, o cenário permanece indefinido. Caso o entendimento da relatora prevaleça, a atual lei pode ser considerada inconstitucional, o que exigiria a revisão das regras de distribuição.

Por outro lado, eventual validação da norma consolidaria o modelo de repartição mais amplo entre os entes federativos.

A decisão final do STF será determinante para o futuro da divisão dos royalties do petróleo no Brasil.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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